Braçadeira LGBTQIA+: Sem Brasil, países confirmam uso do símbolo

Harry Kane, capitão da Inglaterra, é um dos que usarão braçadeira em homenagem à comunidade LGBTQIA+ na Copa do Mundo. Brasil ainda não se posicionou sobre o tema (Photo by Jonathan Moscrop/Getty Images)
Harry Kane, capitão da Inglaterra, é um dos que usarão braçadeira em homenagem à comunidade LGBTQIA+ na Copa do Mundo. Brasil ainda não se posicionou sobre o tema (Photo by Jonathan Moscrop/Getty Images)

Além da disputa pelo principal troféu do futebol mundial, a Copa do Mundo do Catar se tornou um palco de luta social. Em um país marcado pelo machismo, submissão das mulheres e pela enorme desigualdade de gênero, diversos capitães de seleções definiram o uso da braçadeira de capitão com as cores da comunidade LGBTQIA+.

Liderados por Harry Kane, craque e capitão da Inglaterra, diversas seleções já confirmaram o uso da braçadeira LGBTQIA+. Além da Inglaterra, entrarão em campo com a braçadeira em cores arco-íris: Bélgica, França, Holanda, Suíça, Alemanha, País de Gales e Dinamarca.

Leia também:

O Brasil não está nesta lista e, até agora, não há uma definição clara por parte da seleção brasileira se a braçadeira será utilizada ao longo da Copa do Mundo. Já Espanha, Portugal e Polônia se recusaram, a princípio, a utilizar a braçadeira.

As questões políticas que cercam a Copa do Mundo do Catar estão preocupando a Fifa. Antes do início do Mundial, a entidade máxima do futebol enviou uma carta para as seleções pedindo para que os jogadores foquem "apenas no futebol".

"Todos sabemos que o futebol não vive no vácuo, e claro que sabemos que há muitos desafios e dificuldades de natureza política ao redor do mundo. Mas não podemos permitir que o futebol seja levado para o meio de toda batalha política e ideológica que existe", disse um dos trechos mais polêmicos da carta.

Na Fifa, tentamos respeitar todas as opiniões e crenças, sem aplicar lições de moral ao resto do mundo. Uma das grandes forças do mundo é a diversidade, e, se inclusão quer dizer algo, significa respeito à diversidade. Nenhuma pessoa, cultura ou nação é 'melhor' que a outra. O princípio e a pedra fundamental do conceito de respeito mútuo e a não-discriminação. E esse também é um valor inerente ao futebol. Então, por favor vamos todos lembrar de manter o futebol no palco central", finalizou a carta, assinada pelo presidente, Gianni Infantino.