E se as seleções da Copa do Mundo fossem divas pop? Saiba quem elas seriam

As atenções que há menos de um mês estavam direcionadas para o processo eleitoral no Brasil desde o último fim de semana se voltaram para a Copa do Mundo, que pela primeira vez é disputada no fim do ano. Para quem ainda não entendeu o “buzz” em cima de seleções como as da França e da Bélgica, O GLOBO preparou um guia para aqueles que só entram em um estádio a fim de assistir a shows. Saiba qual diva pop tem uma trajetória parecida com alguns dos principais times do Mundial.

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Maior campeã mundial, a seleção brasileira chega ao Catar em grande forma e como uma das favoritas a conquistar o Mundial. A trajetória é comparável à de Beyoncé, uma das artistas mais bem-sucedidas do mundo pop, que mesmo fora do topo nunca deixou de ser majestade e que fez em 2022 um grande comeback com o lançamento do álbum Renaissance.

A tetracampeã Alemanha é representada aqui por Lady Gaga: tem uma história recheada de sucessos e, mesmo não estando no auge hoje, parece distante de entrar na “era flop”. Ninguém duvida do seu potencial para ser a grande estrela nos palcos, ou melhor, gramados, do Catar.

Atual campeã do mundo, a França iniciou a busca pela sua terceira taça enfrentando problemas físicos. Os Bleus podem ser comparados à talentosa cantora e compositora Taylor Swift, uma artista premiada, com fãs numerosos e ruidosos, mas que para alguns pode despertar certa antipatia.

Já a Argentina de Scaloni e Lionel Messi passou 28 anos sem conquistar um título sequer, até vencer a Copa América do ano passado, mas nunca deixou de ser respeitada ou de ter seu peso histórico reconhecido. Hoje, retomou a grande forma e é considerada uma candidata à altura de Brasil ou França, por exemplo, mesmo com a derrota para a Arábia Saudita na estreia. Pelo que representa e pelo que é capaz de entregar, pode ser associada à estrela Rihanna — que divulgou no mês passado um novo single para a trilha sonora de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” depois de seis anos sem lançar um álbum inédito.

A seleção do Uruguai, bicampeã mundial e bicampeã olímpica, tem seu nome na história do futebol independentemente de ter conquistado o último desses títulos há mais de 70 anos. É respeitada pelo que fez no passado, tal como a diva americana Mariah Carey.

Já a Inglaterra tem um histórico de fracassos em Mundiais, mesmo quando chega à competição com nomes de peso. Jogadores da equipe atual como Harry Kane, Phil Foden e Jude Bellingham justificam haver expectativas em relação ao desempenho do English Team, mas poucos acreditam de fato que essa seleção possa desbancar as principais favoritas. No mundo pop, a britânica Jessie J pode ser enquadrada nesse rol dos que são talentosos, porém não excepcionais ao ponto de ofuscar as maiores estrelas.

Vice-campeã em três ocasiões, em 1974, 1978 e 2010, a Holanda é uma titã do futebol sem nunca ter chegado ao topo. Decaiu no passado recente e tenta agora voltar ao patamar que muitos consideram ser o seu por direito. Algo parecido com a trajetória de Katy Perry, artista que nunca ganhou um Grammy e de quem muitos ainda gostam especialmente pelos seus hits antigos, mas que não emplacou novos sucessos — embora continue tentando.

Amada pelo público mais jovem, a neozelandesa Lorde surgiu como uma grande promessa, vindo a ser considerada “o futuro da música” por David Bowie. Seus hits mais recentes, porém, pouco empolgaram, e muitos acreditam que a artista pode entregar mais do que o faz. Algo comparável com a seleção da Bélgica, que chegou a liderar o ranking da Fifa mas que nunca conquistou um título que parecia ser possível com nomes como Thibaut Courtois, Kevin De Bruyne e Eden Hazard.

A Espanha foi campeã mundial em 2010 com um estilo de jogo “tiki-taka” replicado do Barcelona de Pep Guardiola, que despertava admiração e antipatia em medidas parecidas. A manutenção desse modelo levou a um grande fracasso em 2014 e, passado um processo de quase reinvenção, a Fúria chega à Copa do Catar colocando pouco medo nos adversários. A trajetória remonta à carreira da rapper Azealia Banks, que foi muito aclamada entre 2011 e 2012, mas que entrou em declínio por conta de suas incontáveis opiniões polêmicas. Ainda mantém alguns fãs, mas já não está em alta.

Entre comentaristas e amantes do futebol, é comum ouvir elogios à seleção da Dinamarca, candidata a surpreender no Mundial do Catar. Fora dessa bolha, por outro lado, muitos nem sabem que os dinamarqueses se classificaram para a Copa. A seleção pode ser comparada à americana Janelle Monáe, reconhecida pela crítica especializada, mas que dificilmente seria capaz de encher um estádio.

Já o anfitrião Catar disputará uma Copa pela primeira vez em sua história, o que só foi possível pelo poder de influência dos catarianos para serem escolhidos pela Fifa, não pelo potencial da seleção nacional — uma vez que o país-sede não precisa disputar eliminatórias para entrar na competição. Mal comparando com o mundo pop, é algo similar à carreira musical da socialite Paris Hilton: quase ninguém ouviu falar, e mesmo sem conhecer ninguém espera muita coisa.