É Show ou é Fria: últimos dias de abril (27 a 30) e primeiros dias de maio (1 a 3)

Regis Tadeu

SUICIDAL TENDENCIES

27 – Imperator – Rio de Janeiro

28 – Abril Pro Rock – Recife

29 – Tropical Butantã – São Paulo

Ao contrário dos últimos tempos, em que o grupo não apresentava uma unidade coesa, a nova formação – que inclui o extraordinário ex-batera do Slayer, Dave Lombardo – mostra o que toda boa banda tem que ter: precisão, potência sonora e um show muito divertido. O vocalista Mike Muir voltou a reviver um passado em que foi uma das grandes e carismáticas figuras do hardcore funk metal. É um daqueles shows realmente instigantes. Não perca!

CHARLY COOMBES

27 – Breve – São Paulo

Já faz certo tempo – três anos, mais precisamente – que o irmão mais novo de Gaz Coombes (ex-líder do Supergrass) vive por aqui, mas só agora ele vai mostrar as boas canções de seu terceiro e mais recente álbum, Run, que volta honrar a tradição do pop/rock britânico. Recomendo que você assista ao show sem preconceitos.

 

DEATH

27 – SESC Pompéia – São Paulo

Mais um caso daqueles “grupos seminais esquecidos pelo tempo e resgatados por causa de documentários”, este trio americano realmente influenciou na primeira metade dos anos 70 a cena hardcore americana que se formaria na década seguinte. Depois de décadas de ostracismo, os irmãos Bobby Hackney (baixo e voz), Dennis Hackney voltaram à ativa sem o mentor do grupo – o guitarrista David, já falecido, substituído agora por Bobbie Duncan  – por causa do documentário A Band Called Death e vão mostrar nos shows as canções do cultuado álbum …For the Whole World to See, de 1973. Torça para que os caras toquem o disco na íntegra e não as horríveis composições recentes que mostraram no documentário.

BRYAN ADAMS

27 – Metropolitan – Rio de Janeiro

28 a 30 – Citibank Hall – São Paulo

Divulgando por aqui seu mais recente álbum – o simpático Get Up , lançado em 2015 -, o carismático canadense vai mostrar que: a) na hora de tocar rocks, ele sabe fazer de tudo de maneira musculosa e distorcida para os padrões pop; b) na ‘arte’ de compor baladas horríveis, ele é quase insuperável. Vá por sua conta e risco…


WALTER FRANCO

28 – SESC Pinheiros – São Paulo

Seu nome está imediatamente associado àquilo de que de melhor a música brasileira produziu em termos de vanguarda. E ao comemorar 70 anos neste show, Walter vai mostrar suas ótimas canções – certamente “Canalha”, “Feito Gente”, “Me Deixe Mudo” e “Coração Tranquilo” estarão no repertório. Vai ser showzão!

 

QUATERNAGLIA

28 – Auditório Ibirapuera – São Paulo

O quarteto formado pelos violonistas Sidney Molina, Chrystian Dozza, Fabio Ramazzina, Thiago Abdalla está comemorando meio século de carreira e esta apresentação vai trazer um repertório perfeito para capturar a sua atenção, com interpretações surpreendentes para composições de Astor Piazzolla, Leonard Bernstein Egberto Gismonti, Ronaldo Miranda, Paulo Bellinati e Marco Pereira, entre outros. Vá e se surpreenda!

 

BADI ASSAD convida Liniker

28 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Talentosíssima violonista brasileira com carreira internacional, ela vai fazer uma rara aparição por terras nacionais como parte das comemorações de 25 anos de sua carreira para mostrar seu mais recente trabalho, Singular, com a participação especial de Liniker. Seu domínio sobre o instrumento é absurdo, embora deixe um pouco a desejar quando começa a fazer firulas vocais. Torça para que ela tenha abandonado isso e se concentre apenas em cantar o que cada canção pede e manter o foco no violão. Aí sim será show bem mais interessante!

 

MOLEJO, PIXOTE e SAMPRAZER

28 – Audio – São Paulo

Três dos mais pavorosos grupos de pagode em uma mesma noite? Deus me livre! Já sei onde NÃO estarei…

 

YAMANDU COSTA

28 e 29 – SESC Bom Retiro – São Paulo

Nestas apresentações, o virtuosístico e adrenalizado violonista vai mostrar composições em que o chorinho é a influência máxima. Torça para que ele tenha melhorado a sua técnica, deixando para trás os tempos em que todo mundo fingia ignorar a avalanche de notas trastejadas que o cara mostrava em seus shows.

 

ROBERTA CAMPOS

28 e 29 – SESC Santo Amaro – São Paulo

Ela já deixou de ser uma menina, mas ainda está a caminho de se tornar uma grande artista. Suas canções passam longe da babaquice adolescente, ela nitidamente sabe o que fazer com seu violão e tem certa doçura em cima do palco. Roberta precisa apenas tomar cuidado com extinguir completamente as desafinações que sempre marcaram seus shows. Quem sabe esta apresentação já mostre que tal defeito não existe mais…

 

ROUPA NOVA

28 e 29 – Teatro Guaíra – Curitiba

É aquela velha história: os caras são músicos extraordinários, com total domínio de seus instrumentos, mas ficaram presos a um mercado que não aceita nada que contenha um mínimo de criatividade musical. Resignada, a banda então vem se rendendo há anos em tocar coisas abomináveis como “Dona” e “Whisky a Go Go”, feitas especialmente para agradar a um público muito pouco exigente. Infelizmente, o Roupa Nova é a prova que todo país tem o Toto que merece…

 

“FESTIVAL ABRIL PRO ROCK”

28 e 29 – Classic Hall – Recife

Um festival que reúne Suicidal Tendencies, Death, Angelcorpse, Cockney Rejects e mais um monte de boas bandas nacionais – Matanza, One Arm Way (do guitarrista Antonio Araújo, do Korzus), Mystifier, Camarones Orquestra Guitarrística, Violator, John Wayne, Nervosa e mais um monte de outras jamais deve ser desprezado ou ignorado. Para bom entendedor, meia-palavra basta…

 

COCKNEY REJECTS

28 – Jokers Pub – Curitiba

30 – Clash Club – São Paulo

Com uma discografia relativamente curta para uma carreira de quase quatro décadas, esta banda banda inglesa é um dos maiores expoentes do “punk oi”, uma vertente mais próxima dos skinheads. As canções são sensacionais, a performance dos caras ainda é insana. Vá por sua conta e risco. Mesmo!

TIGER ARMY

29 – Clash Club – São Paulo

O trio californiano faz um psychobilly muito legal, repleto de ótimas canções que chegam a flertar –e bem! – com o rock tradicional. O show faz parte da turnê promocional do bom álbum “V” •••–”. Não deixe de assistir!

LABIRINTO

29 – Dissenso Lounge – São Paulo

Desconcertante. Este é o termo exato que define com exatidão o estado das pessoas que tomam contato pela primeira vez com o som deste grupo. A atmosfera musical elaborada por esta turma, cheia de efeitos etéreos e por vezes amedrontadores, sugere uma paisagem sonora que pode ser a trilha sonora de um filme, de um passeio pela encosta de um vulcão prestes a entrar em erupção ou do próprio fim do mundo. O evento marca o lançamento de um novo álbum, o excelente Gehenna. De uma coisa você pode ter certeza: quem assiste ao show do grupo sai diferente do teatro.

 

MIDNIGHT OIL

29 – Espaço das Américas – São Paulo

30 – Vivo Rio – Rio de Janeiro

Ainda não assisti a qualquer show da volta da formação clássica deste grupo australiano, mas de mostrarem no palco 20% da energia com que apresentavam suas ótimas canções no passado, pode apostar que será um dos shows do ano. Eu não perderia em seu lugar…

ANA CAÑAS

29 e 30 – SESC Consolação – São Paulo

Outra boa representante da nova safra de cantoras brasileiras, Ana tem a seu favor um belo timbre de voz e uma postura até certo ponto ousada em termos musicais quando comparada com suas colegas contemporâneas. Isto faz com que seus shows sejam sempre surpreendentes – e no bom sentido. Agora ela se apresenta acompanhada apenas de violão e contrabaixo para mostrar um novo show, Mulhergaláxia, prometendo mostrar também suas versões para canções de Roberto Carlos & Erasmo Carlos, Rita Lee, Tom Jobim, Chico Buarque e Cassiano. Dê uma espiada…

 

LINEKER

30 – SESC Itaquera – São Paulo

Antes de qualquer coisa, não confunda este sujeito com o Liniker, embora ambos tenham a estratégia de “chocar” os mais tradicionais com suas vestimentas femininas. Feito o aviso, saiba que o show do Lineker é uma das coisas mais chatas e pretensiosas em sua falsa “ausência de pretensão”, com canções horríveis, interpretações equivocadamente afetadas e que primam por vocais irritantemente desafinados. Passe longe.

 

JJ JACKSON

30 – SESC Campo Limpo – São Paulo

Este autointitulado “bluesman” americano mora há 36 anos no Brasil e de tempos sai sabe-se lá de onde para fazer shows em que mostra um blues bem aguado. No ano passado ele lançou um CD/DVD, So Long, no qual recriou canções como “Azul da Cor do Mar” (Tim Maia), “Folhas Secas” (Nelson Cavaquinho), Trem Azul (Lô Borges), Fever (Peggy Lee) e My Girl” (Smokey Robinson), entre outras músicas. Mostrando que é apenas um vovô metido a crooner. Se você não for muito exigente, até que pode se divertir neste show, mas não espere muito dele…

 

SANDY

30 – Teatro Guaíra – Curitiba

Tentando buscar uma legitimidade em sua carreira solo, Sandy cercou-se de uma boa banda de apoio na hora de transpor as canções de seus discos para o palco, em uma roupagem sonora predominantemente acústica.  Louve-se seu esforço em se afastar da imagem de menina bobinha do passado, mas ela ainda precisa comer muito feijão antes de se tornar uma referência musical digna de nota. É isto o que você verá e ouvirá neste show, que traz um apanhado dos álbuns que ela lançou até agora e algumas canções inéditas. Tá a fim de ir? Aí é por sua conta e risco…

 

BANDA BLACK RIO & NEGRA LI

1 – SESC Vila Mariana – São Paulo

Embora esteja completamente descaracterizada em relação a sua formação original, esta reencarnação do lendário grupo dos anos 70 faz um show até que animado, mas feito para agradar apenas a quem não faz a menor ideia da história da banda. Quem conhece o som “das antigas” vai simplesmente odiar o que estes caras estão fazendo. Sugiro uma olhadela para que você se posicione, principalmente por conta da participação especial da boa cantora Negra Li.

 

MARK FARNER

1 – Carioca Club – São Paulo

Pode parecer incrível, mas o ex-líder do Grand Funk estava com a voz intacta, cantando com os mesmos timbres agudos e potentes dos anos 70. Isso, aliado a um repertório lotado de clássicos da sua ex-banda e a uma banda de apoio firme e precisa, certamente vai fazer com que você se lembre deste show para sempre.

“O GRANDE ENCONTRO” com ALCEU VALENÇA, ELBA RAMALHO & GERALDO AZEVEDO

1 – P12 Parador Internacional – Florianópolis

Quando três velhos parceiros de composição resolvem mostrar suas criações juntos, o resultado é um repertório com músicas belíssimas e um daqueles shows que resgatam aquilo que anda em falta na MPB hoje em dia: poesia. Boa pedida!

 

TULIPA RUIZ & MARCELO JENECI

1 – SESC Itaquera – São Paulo

Dois dos bons nomes da recente safra da música brasileira se unem para mostrar um show em que fazem mais do que celebrar uma parceria, mostrando suas canções com novos formatos e interpretações. Vale a pena dar uma espiada…

 

FUNK COMO LE GUSTA

1 – SESC Osasco – Osasco (SP)

Esta ótima banda paulistana, que sabe misturar soul, funk, jazz, MPB, ska e o que mais vier pela frente, andava meio sumida e reaparece agora divulgando seu mais recente disco – o ótimo A Nave Mãe Segue Viagem -, com temas executados de modo brilhante, que transformam cada show em um grande baile. Em vez de perder tempo com picaretagens do naipe do Monobloco, vá assistir às apresentações destes caras e veja como técnica e suingue podem caminhar lado a lado, sem conflitos.

TONINHO HORTA & ORQUESTRA FANTASMA

1 – SESC Consolação – São Paulo

Este show marca o lançamento de um álbum duplo/songbook, 108 Partituras“, com o qual o grande guitarrista mineiro comemora seus 35 anos de carreira. O repertório é ótimo e a banda que o acompanha – com destaques para os lendário Paulo Braga na bateria e Nivaldo Ornelas no sax – transforma a apresentação – que é gratuita! – em um evento obrigatório!

DIANA DAMRAU & NICOLAS TESTÉ

1 e 2 – Sala São Paulo – São Paulo

Estas duas apresentações são ótimas oportunidades de você perder o preconceito contra o canto lírico, já que dois grandes expoentes desse universo – a soprano Diana Damrau e o baixo-barítono Nicolas Testé – estarão acompanhados da ótima Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro. No repertório, árias famosas de grandes compositores como Rossini, Verdi, Gershwin, Bellini, Gounod e o brasileiro Antonio Carlos Gomes, entre outros. Respire fundo e se deixe levar pela beleza deste tipo de música.

 

GBH, TOTAL CHAOS e REPLICANTES

3 – Opinião – Porto Alegre

Aqui está um show que punks e admiradores do som ‘casca-grossa’ não podem perder. O lendário GBH  vem da Inglaterra para massacrar nossos ouvidos com cacetadas insanas, enquanto o Total Chaos fará as honras norte-americanas do estilo com muita competência e igual e insanidade. Na abertura, vai rtolar show da nova formação dos Replicantes. É noite para ‘pogar’ até cair!