EasyJet diz que vai investir US$ 32,3 milhões para compensar todas as suas emissões de carbono

LONDRES - A companhia aérea de baixo custo EasyJet disse que se tornará a primeira do setor a compensar as emissões de dióxido de carbono de todos seus voos, em resposta às crescentes críticas ao papel da indústria de aviação nas mudanças climáticas.

- Não que esta seja a solução perfeita, sabemos que é uma etapa intermediária antes que as novas tecnologias entrem em ação - disse o CEO Johan Lundgren em entrevista à Bloomberg Television.

A medida anunciada pela segunda maior companhia aérea de baixo custo da Europa coloca pressão sobre rivais de maior porte, como Deutsche Lufthansa e Air-France KLM, para que reforcem iniciativas que reduzam suas emissões. A IAG, que controla a British Airways, disse no mês passado que pretende compensar as emissões de todos voos domésticos no Reino Unido a partir do ano que vem.

A EasyJet planeja investir cerca de US$ 32,3 milhões por ano em projetos que incluem o plantio de árvores ou proteção contra o desmatamento, com o objetivo de remover o máximo de dióxido de carbono da atmosfera que sua frota de aviões emitir, disse Lundgren em teleconferência com analistas.

Em resposta a dúvidas sobre a eficácia de tais programas, o executivo disse que a empresa será minuciosa em relação aos cálculos e participará apenas de projetos de compensação de primeira linha. Isso inclui expandir projetos de energia solar na Índia e construir ou consertar poços de água na África, disse Stephan Erler, gerente para a Alemanha da EasyJet.

Como parte da iniciativa ambiental, a EasyJet também assinou um memorando de entendimento com a Airbus relacionado a um projeto conjunto de pesquisa sobre híbridos e aviões elétricos.