Ebola mata mais de 5 mil pessoas na África

Fábio Mendes
Epidemia do Ebola surgiu na África Ocidental, atingindo países como Liberia e Guiné Equatorial
Epidemia do Ebola surgiu na África Ocidental, atingindo países como Liberia e Guiné Equatorial

As primeiras notícias vieram do sul de Guiné, um pequeno país no noroeste da África. No início de março, começaram a surgir relatos de pessoas vitimadas por uma febre hemorrágica. Ao todo, 34 pessoas já haviam morrido, quando os primeiros exames realizados na Europa confirmaram: todas as pessoas estavam infectadas com o vírus Ebola. Era o início do mais mortal surto da doença desde a sua descoberta, em 1976.

Poucas semanas se passaram e o Ebola se transformou em epidemia internacional. Em 4 de abril, a doença já havia se espalhado por toda a Guiné e havia chegado também ao Mali, Serra Leoa e Libéria, onde a propagação atingiu níveis catastróficos. Até o final do ano, mais de 3.000 pessoas morreram no país. Vários países africanos resolveram fechar suas fronteiras e cancelar cancelar voos de e para os países infectados. Posterialmente, Senegal e Nigéria também integraram a lista de países com casos confirmados.

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Ao contrário do que ocorreu nos surtos anteriores, quando os casos se limitaram à África, o Ebola chegou a outros continentes este ano. Desta vez, o vírus atingiu médicos de vários países, a maioria atuando como voluntários no atendimento das vítimas da doença. Em junho, integrantes da entidade Médicos Sem Fronteiras e da Organização Mundial da Saúde já admitiam que a situação estava “fora de controle”.

Em julho, houve a confirmação de que dois médicos norte-americanos estavam com a doença. Eles foram resgatados pelo governo dos EUA, onde passaram por tratamento e foram curados. Nos meses de agosto e setembro morreram dois missionários espanhóis, que haviam viajado à África e também foram contaminados. Uma auxiliar de enfermagem que os atendeu também estava com ebola, mas sobreviveu.

Em novembro, os dados da OMS apontaram que mais de 14 mil pessoas foram infectadas, especialmente em Guiné, Serra Leoa e Libéria. O número de mortos superou os 5 mil. Em outubro, os Estados Unidos registraram sua primeira morte: um liberiano que apresentou os sintomas da doença, mas foi liberado por um hospital do Texas após prescrição de antibióticos.

Em meio a tantas mortes, destacaram-se as ações para combater a doença. Laboratórios do mundo inteiro começaram a intensificar as pesquisas para obter a cura. Enquanto isso, o governo de Cuba anunciou o envio de centenas de médicos aos países da África Ocidental, em um dos mais importantes esforços na luta contra o Ebola.