Ebola já matou 900 pessoas em nove meses na RDC

Butembo, epicentro da atual epidemia de ebola, em 9 de março de 2019

A epidemia de febre hemorrágica ebola deixou 900 mortos desde agosto na República Democrática do Congo (RDC), onde a insegurança e resistência em reconhecer a gravidade do problema impedem uma resposta adequada à crise, de acordo com o último balanço das autoridades de saúde.

Desde o início da epidemia, "1.396 casos foram registrados, dos quais 1.330 confirmados e 66 prováveis. No total, houve 900 mortes" até 25 de abril, informou o ministério da Saúde em seu último relatório datado de sexta-feira.

De acordo com essa fonte, 394 pessoas foram curadas, enquanto 260 casos suspeitos "estão sendo estudados".

A epidemia foi declarada em 1º de agosto na província de Kivu do Norte (nordeste) e marginalmente na vizinha Ituri.

O epicentro deslocou-se de Mangina, zona rural, para a cidade de Beni, e agora para Butembo-Katwa, 50 quilômetros ao sul de Beni.

A atual epidemia de febre hemorrágica ebola é a décima e a mais grave epidemia registrada em território congolês desde 1976.

É também a segundo mais grave desde a da África Ocidental em 2014, que matou mais de 11.000 pessoas na Guiné, Serra Leoa e Libéria, principalmente.