Ecko pagava agenciadores para promover orgias com mulheres em festas com seus comparsas

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RIO - Alguns depoimentos prestados em diferentes investigações revelam mais detalhes sobre a personalidade de Wellington da Silva Braga, o Ecko. Uma garota de programa gaúcha contou à polícia que veio para o Rio exclusivamente para prestar serviços sexuais para o chefão e seus comparsas.

Segundo a mulher, Ecko contratava agenciadores para promover orgias com diversas mulheres trazidas de outros estados. Elas se hospedam num apart-hotel na Barra da Tijuca e só saiam para os encontros — que podiam custar até R$ 2 mil por noite, dependendo da quantidade de homens com quem cada mulher teria de se relacionar. As festas aconteciam em sítios em áreas afastadas de Santa Cruz ou Itaguaí.

Ecko foi preso algumas horas depois de ter ido visitar a mulher, pelo Dia dos Namorados, na comunidade das Três Pontes, em Paciência, Zona Oeste do Rio. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) apreenderam uma joia que seria dada por Ecko a sua mulher no dia dos namorados.

O miliciano tinha um perfil bem diferente do seu irmão, Carlinhos Três Pontes. Enquanto o antecessor, cujo reinado durou três anos, era um chefe espalhafatoso, que deixava ser bastante filmado e fotografado, frequentava bailes, tinha um time de futebol amador e ia aos campeonatos, onde era homenageado na beira do campo, Ecko tinha um perfil mais dicreto. Mais reservado, não costumava aparecer em público e, até pouco tempo, a polícia só tinha acesso a duas fotos do criminoso: a 3x4 tirada para sua identidade e uma em que aparece abraçado a uma mulher, durante uma festa.

Carlinhos Três Pontes, irmão mais velho de Ecko, foi fundamental para que a milícia expandisse suas atividades para áreas dominadas pelo tráfico. Após sua morte, a ascensão do novo chefe, colocou em desuso o antigo nome Liga da Justiça que identificava o grupo miliciano que atuava na Zona Oeste e seus próprios integrantes passaram a ser conhecidos por Bonde do Ecko. Ecko não esperou ordens dos chefões presos para assumir a milícia e começou rapidamente a trilhar sua ascensão. As resistências ao seu nome foram minadas pouco a pouco. Da mesma maneira que o irmão havia feito anos antes, o miliciano foi eliminando possíveis concorrentes.

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