Economia britânica cresce 15,5% no terceiro trimestre, e Reino Unido sai da recessão

O Globo, com agências internacionais
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LONDRES — A economia do Reino Unido cresceu 15,5% no terceiro trimestre, quando começa a se recuperar de uma forte desaceleração, saindo da recessão, de acordo com dados preliminares publicados nesta quinta-feira.

O resultado ocorre após uma queda sem precedentes de 19,8% no período de abril a junho, quando foram adotadas as primeiras medidas de bloqueio em consequência da pandemia do novo coronavírus e que paralisaram as atividades em todo o país.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam uma expansão de 15,8% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do trimestre anterior.

De acordo com a CNBC, a recuperação do terceiro trimestre marca a expansão trimestral mais acentuada do Reino Unido desde que os registros começaram em 1955, mas o PIB ainda está 9,7% abaixo do resultado do fim de 2019, disse o Office for National Statistics (ONS) na quinta-feira. Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, o PIB caiu 9,6%.

Apesar do resultado positivo, o crescimento mensal desacelerou ao longo do terceiro trimestre. O PIB cresceu 6,3% em julho, desacelerando para 2,2% em agosto e para 1,1% em setembro, de acordo com o ONS.

No entanto, com a Inglaterra entrando agora em um bloqueio parcial de um mês, até pelo menos 2 de dezembro, em meio a um ressurgimento dos casos de Covid-19, a recuperação deve perder força nos últimos três meses do ano.

O prazo para o Reino Unido e a União Europeia chegarem a um acordo sobre sua relação comercial pós-Brexit também está se aproximando rapidamente, com um cenário de "não acordo" no fim do ano, o que provavelmente causará mais perturbações econômicas.

O Ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciou recentemente a extensão do esquema de licença do país até o fim de março, numa tentativa de evitar um aumento repentino no desemprego, enquanto o Banco da Inglaterra expandiu seu estoque alvo de compras de ativos para £ 895 bilhões (US$ 1,2 trilhão). O banco central britânico estima uma contração de 11% ao longo do ano.

Em entrevista à CNBC, Laith Khalaf, analista financeiro da plataforma de investimentos AJ Bell, acredita que o verdadeiro teste será a rapidez com que a economia pode retornar aos níveis pré-pandêmicos.

Segundo ele, embora as notícias do avanço da vacina da Pfizer tenham oferecido esperança às empresas, um aumento no desemprego e insolvências ainda é provável durante o último trimestre do ano.

Khalaf acrescentou que as negociações fracassadas do Brexit também podem dar à economkia um empurrão na direção errada.