Economia do Chile desaba 14,1% em abril pela pandemia

Funcionários municipais entregam caixas com produtos básicos a famílias afetadas pelo confinamento em Santiago, em 28 de maio de 2020

A economia chilena registrou queda expressiva de 14,1% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, consequência do impacto da crise de saúde do coronavírus sobre os serviços e comércio, anunciou o Banco Central.

O indicador, o pior desde o início dos registros no país, superou as projeções do mercado: os cálculos mais pessimistas projetavam queda de até 10% no quarto mês do ano.

O retrocesso é consequência das restrições aplicadas pelas autoridades para conter a expansão do coronavírus, que no Chile, país de 18 milhões de habitantes, já superou a barreira de 1.000 vítimas fatais e se aproxima dos 100.000 casos.

De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (Imacec), um indicador que antecipa o cálculo subsequente do PIB, a série sem as variações sazonais caiu 8,7% em relação ao mês anterior e 12,4% em 12 meses.

Abril é o primeiro mês que registra na íntegra as restrições à mobilidade e o fechamento do grande comércio e da maioria das atividades de produção, medidas decretadas para conter a propagação do coronavírus.

A paralisação das atividades produtivas e comerciais na capital Santiago antecipam que os dados econômicos de maio serão ainda piores.

Antes da pandemia, as autoridades calculavam um crescimento de 1,1% para a economia chilena em 2020, mas agora as estimativas apontam uma queda do PIB de entre 2,5% e 4%.