Economia por um lado, perda de qualidade por outro: o que representa a saída de Caio do Grêmio

Fabio Utz

O que era um "burburinho" se tornou realidade na noite de sexta-feira. O Grêmio confirmou que, a pedido do Atlético de Madrid, o lateral-esquerdo Caio Henrique não faz mais parte do elenco tricolor - ele voltará para o time espanhol depois de defender a equipe gaúcha em apenas cinco jogos. Pois a saída de um dos reforços contratados no início do ano para ser titular de Renato Portaluppi deixa o clube em uma verdadeira "sinuca de bico".


Por um lado, existe a economia em tempos de crise por conta do coronavírus. Para conseguir o empréstimo do atleta, que foi destaque do Fluminense no último Campeonato Brasileiro, a direção gremista concordou em pagar 500 mil euros. A primeira parcela foi quitada, mas o pagamento do restante do valor havia sido prorrogado - e não deverá mais ocorrer. Além disso, o salário de Caio Henrique era balizado pelo euro (cerca de 100 mil mensais), que se valorizou perante o real e, portanto, colocou os cofres gaúchos em maus lençóis.


Em compensação, o time perde uma alternativa das mais cobiçadas na virada para 2020. O departamento de futebol tinha a convicção de que precisava de um novo atleta para a posição e não poupou esforços para contratar Caio Henrique, que estreou em um clássico Gre-Nal (pelo Campeonato Gaúcho) e logo virou titular. "Espero um dia poder retornar ao Grêmio que seguirá, para sempre, no meu coração", disse o atleta. A tendência é de que Bruno Cortez, naturalmente, retome o posto, com Guilherme Guedes sendo alternativa. Dificilmente o clube irá atrás de um novo nome para o setor, a menos que surja o chamado negócio de ocasião.


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