Economistas da transição de Lula se reúnem pela 1ª vez após tensão no mercado

Lula escolheu Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, para comandar a equipe de transição. Um dia após a tensão no mercado financeiro, economistas da equipe de Lula se reuniram para debater a futura política econômica do novo governo. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
Lula escolheu Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito, para comandar a equipe de transição. Um dia após a tensão no mercado financeiro, economistas da equipe de Lula se reuniram para debater a futura política econômica do novo governo. (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Economistas da transição de Lula se reúnem pela primeira vez;

  • Objetivo é começar a debater a futura política econômica do novo governo;

  • Encontro acontece após a tensão no mercado criada por fala de Lula.

O grupo responsável pela área econômica na transição de governo de Lula (PT) vai se reunir, pela primeira vez, nesta sexta-feira (11). O encontro acontece após as falas do presidente eleito sobre a questão fiscal, que provocou tensão e uma má reação por parte do mercado.

Os economistas Persio Arida e André Lara Resende – de origem tucana - e Nelson Barbosa e Guilherme Mello – de origem petista – querem começar a debater a futura política econômica do novo governo.

A ideia é construir uma ação coordenada nas áreas fiscal e monetária para garantir a execução de um programa focado em políticas sociais. As informações são do blog do Valdo Cruz, do g1.

Interlocutores de Lula também afirmam que os economistas estão acompanhando de perto a construção da ‘PEC da Transição’, a Proposta de Emenda à Constituição que visa abrir espaço no Orçamento 2023 para viabilizar benefícios sociais, como o Auxílio Brasil de R$ 600. A preocupação está em criar uma PEC robusta e acompanhada de medidas que vão garantir o equilíbrio das contas públicas.

A fala de Lula de ontem (10) fez com que o mercado temesse uma falta de compromisso, por parte do futuro governo, com a responsabilidade fiscal. O temor é de que o petista não adote a postura de seus dois mandatos anteriores e sim uma administração que acabe desequilibrando as contas públicas.

Aliados do presidente eleito também garantem que ele vai montar uma equipe econômica equilibrada. O entorno de Lula já defende a ideia dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento serem comandados por um petista e por um não petista, atitude que seria capaz de acalmar os ânimos do mercado.