Eddy Jr e vizinha que o atacou com ofensas racistas voltam para condomínio

O humorista Eddy Jr, atacado pela vizinha Elisabeth Morrone com ofensas racistas em outubro, retornou ao prédio, para onde ela também está de volta. Ele fez uma postagem no Twitter na tarde deste domingo com os dizeres: "Voltei pro meu AP ❤️ E a vizinha e o filho voltaram pro deles… Essa é a atualização, esse é o tt 🤷🏾‍♂️"

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Segundo o G1, o caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouviu 13 testemunhas, e conseguiu, na Justiça, uma medida que impede Elisabeth de se aproximar de Eddy ou ocupar o mesmo recinto que ele. Caso ela descumpra a ordem, será presa preventivamente.

O condomínio, localizado na Barra Funda, em São Paulo, também está monitorando a situação. O advogado do prédio, Diego Basse, informou os moradores se reuniram em assembleia, no dia 31 de outubro, e decidiram pela ratificação da multa, já aplicada, de 10 cotas condominiais em razão do comportamento antissocial da moradora, uma penalidade prevista tanto no Código Civil quanto na convenção interna. Também foi aprovada a possibilidade de medida judicial para um possível afastamento de Elisabeth e o filho do prédio. No entanto, o condomínio precisa ter 276 votos para que seja a medida de expulsão. Para isso, a assembleia está em sessão permanente por 30 dias para que se atinja o quórum legal. Caso haja o número de votos necessários, será necessário entrar na Justiça para iniciar o processo de expulsão, que pode demorar anos ou haver uma liminar de afastamento provisório.

Outra moradora do prédio também afirma ter sofrido ataques racistas de Elisabeth. A advogada Nayara Cruz contou que ela e o filho foram discriminados pela aposentada. “Ela me abordou, me questionando por que eu estava na academia, porque o uso da academia era restrito a moradores. Eu falei que era moradora, e ela me questionou quanto eu paguei pelo meu apartamento. Teve um outro episódio que ela foi agressiva com o meu filho, que estava no hall brincando com outras crianças. Ela chamou o meu filho de vagabundo e disse que ele não poderia ficar no hall do prédio”, contou Nayara.

Ao G1, a defesa da investigada disse que irá se manifestar "apenas nos autos da ação judicial".

Dois dias depois de Elizabeth xingar Eddy na garagem do prédio, ato documentado e divulgado nas redes sociais, houve uma manifestação na frente do United Home & Work com artistas como Paulo Vieria, Salgadinho e Yuri Marçal.