Eddy Jr. ironiza vizinha que se defendeu de ato de racismo alegando usar remédios: 'galera, cuidado para não virar racista sem querer'

O músico e humorista Eddy Jr., que denunciou sua vizinha por crime de racismo, ironizou nas redes sociais o fato de a acusada ter atribuído os ataques proferidos ao uso de medicação especial. Em seu perfil no Twitter, ele disse: "Vou rir igual na hora...pq esse é o jeito...Galera, cuidado com os remédios que vcs andam tomando, pq vocês podem acabar virando racista sem querer" (sic). A aposentada Elizabeth Morrone, em vídeo gravado em outubro deste ano, que se espalhou pelas redes sociais, aparece xingando Eddy Jr. de “macaco”, “imundo” e “neguinho perigoso”. Os dois eram vizinhos num condomínio na capital paulista e, entre outras agressões, a mulher também teria se recusado a dividir o elevador como o artista.

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Em outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo ordenou uma medida de afastamento cautelar a favor de Eddy. A agressora não pode se aproximar a mais de 300 metros do comediante e está proibida de de manter qualquer contato e de frequentar os mesmos lugares, ainda que tenha chegado antes ao local.

As investigações continuam na Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais, contra a Diversidade Sexual e de Gênero e outros Delitos de Intolerância (Decradi), do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Em outra frente, a vizinha também pode ser multada em até R$ 95 mil pela Secretaria de Justiça e Cidadania de SP.

Elizabeth não prestou depoimento na delegacia. Mas apresentou um documento de defesa. Nele, consta que "a investigada estava tão atormentada e perturbada, nervosa e com taquicardia, inclusive sob efeito de remédios para tentar dormir, que sequer consegue lembrar dos fatos ocorridos no dia 18 de outubro (quando Eddy gravou as agressões)".

Na época, em postagem no Instagram, Eddy Jr., que acumula quase dois milhões de seguidores, denunciou ameaças de morte e calúnias dentro do prédio. Segundo registros de câmeras de segurança do condomínio, a violência contra ele acontecia desde setembro. Nas imagens, referentes aos dias 1º e 7 de setembro, a vizinha e um filho dela aparecem na porta do apartamento de Eddy com uma faca e uma garrafa. Ele chuta a entrada da casa e gesticula para a câmera. O segundo registro mostra a vizinha e o filho na porta do apartamento de Eddy. No mesmo dia, os dois retornaram com uma garrafa na mão para ameaçar o rapaz.