Alvo da ação contra fake news, dono da Smartfit pedia dinheiro para impulsionar mensagens contra o Legislativo

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Dono da SmartFit pedia em grupo de empresários dinheiro para impulsionar mensagens contra o Legislativo - Foto: Reprodução
Dono da SmartFit pedia em grupo de empresários dinheiro para impulsionar mensagens contra o Legislativo - Foto: Reprodução

Edgard Gomes Corona, dono da maior rede de academias da América Latina e fundador da Bio Rtmo e Smartif, fez um apelo a outros empresários para que financiassem para impulsionar mensagens contra o presidente da Câmara Rodrigo Maia e o Legislativo.

A imagem foi anexada na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nela, é possível ver Corona incentivando outros empresários a impulsionarem mensagem contrárias a políticos brasileiros, em um grupo de Whatsapp chamado “Brasil 200 Empresarial”.

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"Temos de impulsionar estes vídeos. Precisamos de dinheiro para investir em mkt”, escreveu o empresário de 63 anos.

Corona está entre os empresários investigados no inquérito das fake news e ameaças ao STF que, nesta quarta-feira (27), teve mandados de busca e apreensão deflagrados contra alvos ligados ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Além do empresário, o ex-deputado Roberto Jefferson, Luciano Hang (dono da rede Havan) e o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos foram alguns dos atingidos.

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O dono da Smartfit teve também o seu sigilo bancário e fiscal quebrado. Ele deve ser ouvido pela Polícia Federal nos próximos dias.

Reação do governo

O presidente Jair Bolsonaro criticou na noite desta quarta-feira em seu perfil pessoal do Twitter a investigação que apura fake news e ameaças contra ministros do STF e afirmou haver sinais de que “algo muito grave está acontecendo com a nossa democracia”.

Sem mencionar a Corte, Bolsonaro afirmou que “ver cidadão de bem terem seus lares invadidos, por exercerem seu direito à liberdade de expressão, é um sinal que algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia”.

Além da manifestação do presidente, o ministro da Justiça, André Mendonça, informou que entrou com um habeas corpus no STF em nome do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e dos demais envolvidos no Inquérito 4781, que apura fake news. Segundo o anúncio feito em sua conta do twitter, a medida visa garantir a “liberdade de expressão dos cidadãos” e “independência, harmonia e respeito entre os poderes”.

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