Aliado sugere encontro entre Lula e Bolsonaro, mas nega acordo por anistia

Bolsonaro ainda não parabenizou Lula pela vitória após resultado consolidado nas urnas - Foto:Fotomontagem com imagens REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro ainda não parabenizou Lula pela vitória após resultado consolidado nas urnas - Foto:Fotomontagem com imagens REUTERS/Ueslei Marcelino

Edinho Silva, um dos principais coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que o governo eleito não pretende debater a anistia ao atual presidente Jair Bolsonaro, nem aos filhos dele e sugere um encontro entre Lula e o atual mandatário.

Em entrevista à coluna de Guilherme Amado no portal Metrópoles, Edinho diz que Lula não foi eleito para perseguir ninguém, salientando que o petista não carrega mágoas.

“O presidente Lula não ganhou a eleição para perseguir ninguém. Ele ganhou a eleição para melhorar a vida do povo brasileiro, para fazer com que o Brasil cresça com sustentabilidade e inclusão social. Foi para isso que o presidente Lula ganhou eleição. Nós estamos falando do maior estadista da história brasileira, um dos maiores do mundo. (...) O Lula é um ser humano bondoso, não carrega mágoas e tem o coração maior que ele.”

Questionado sobre uma possível anistia de Bolsonaro e de seus filhos, Edinho afirmou que não cabe ao Executivo debater se Bolsonaro será anistiado por eventuais crimes.

“Denúncias de ilícitos? Isso é da esfera do MP, da PF e, em última instância, do Judiciário. Por que o Executivo, liderado pelo presidente Lula, se meteria nisso? A energia do governo Lula estará voltada para a solução dos problemas do país”.

Durante a entrevista, Edinho defende que Bolsonaro deveria repetir o gesto de Fernando Henrique Cardoso após a eleição de 2002 e convidar Lula para um encontro em Brasília. Segundo Edinho, a sinalização seria importante para trazer paz e estabilidade institucional ao país.

O coordenador de campanha do presidente eleito diz ainda que o presidente eleito está aberto a diálogos com os partidos políticos.

“O que eu garanto é que o governo do presidente Lula estará de portas abertas para dialogar com todas as forças políticas, com todos os partidos. O presidente Lula construiu sua trajetória política dialogando, construído posições de unidade. Assim será no seu terceiro mandato”, finalizou.