Edir Macedo agora diz que não precisa perdoar Lula e que petista e Bolsonaro não deram nada para a igreja

Um dos maiores cabos eleitorais para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), o bispo e fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, voltou às redes sociais, nesta sexta-feira, para negar ser vira-casaca e dizer agora que ele não precisa perdoar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) , porque não tem nada contra ele. Ontem, Macedo divulgou um vídeo em que havia recomendado que era preciso perdoar o petista. Após o aceno a Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que dispensava o perdão do bispo e que ele deveria pedir perdão a Deus pelas "mentiras que propagou".

"Eu não perdoei Lula, não perdoei ninguém, não tenho nada contra o Lula. [..] Se ele [Lula] tem contra mim, isso é problema dele. Nunca tive e nunca vou ter, não sou burro de ter alguma coisa contra alguém, porque estaria prejudicando a mim mesmo" , disse, sem citar a presidente do PT, em novo vídeo no Instagram.

Após o primeiro vídeo do perdão ter viralizado, Edir Macedo foi chamado de vira casaca por internautas.

"Eu não estou virando casaca coisa nenhuma. O Lula esteve oito anos no governo, pergunta a ele o que ele me deu, o que ele deu a igreja, a Record? Ele não deu nada", rebateu.

O bispo diz ainda que se alguém deve favores é o Lula, pois, segundo ele, teria ajudado o petista quando se tratava de um câncer na garganta. "Impus as mãos sobre o pescoço dele e orei pelo Lula, e ele ficou curado, fez tratamentos lá no [hospital Albert] Einstein, mas ficou curado. Quer dizer, eu fiz favor para ele, mas em oito anos em que esteve lá ele não fez nenhum favor pra mim."

No novo vídeo, o bispo também questionou o seu apoio a Bolsonaro. “Nós votamos contra o Lula, votamos a favor do Bolsonaro, mas a troco de quê? De quê? O que eles nos deram até hoje? O Bolsonaro ficou aqui quatro anos e não nos deu absolutamente nada”, disse Macedo.

Macedo promoveu ataques contra Lula durante toda a campanha eleitoral, utilizando instrumentos da igreja para fazer campanha a favor do presidente Jair Bolsonaro (PL). O fundador da Universal usou jornais distribuídos gratuitamente a fiéis para divulgar notícias falsas sobre o petista e também atacar fiéis que se declaravam de esquerda. No segundo turno, Macedo chegou a dizer que as urnas mostrariam "quem é o Deus vivo, se é o da esquerda ou o da direita".