Eduardo Bolsonaro ironiza sobre desarmamento: "Coisa de 'democratas' como Hitler e Lula'

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) discursou nesta quinta-feira (9) em defesa do direito a posse de armas, mesmo alegando não ter se aprofundado no decreto sobre o assunto publicado um dia antes pelo governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e que beneficia um conjunto de profissões, informa a Exame.

Em encontro promovido pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira (IPCO) – entidade que nasceu de dentro da Tradição, Família e Propriedade (TFP) e que se define como uma associação criada para “preservar a Civilização Cristã”, o parlamentar disse ser “mais difícil dirigir um carro do que usar uma arma de fogo” e ironizou ao declarar que a ideia de desarmar a população viria de “democratas” como Hitler, Fidel Castro, Nicolás Maduro e Luís Inácio Lula da Silva.

O deputado avaliou que o desarmamento fez com que o cidadão terceirizasse suas responsabilidades para os outros e defendeu que o cidadão seja responsável pela sua própria defesa. “Como se fosse papel do governo defender todas as pessoas. Não é papel da polícia defender a sua casa quando alguém entra lá. Obviamente ela vai ser acionada e vai fazer o melhor de si. Então, quando alguém entra na sua casa, o primeiro responsável pelo combate é você.”

A participação de Eduardo Bolsonaro contou ainda com ataques aos direitos humanos, imprensa e a chamada “ditadura do politicamente correto” (que, segundo o deputado, nos obrigaria a chamar pessoas gordas de magras ou ser o moderno que beija os coleguinhas). Ele também deixou aberta a possibilidade do decreto, no futuro, avançar na liberação de outros calibres e de trazer outras conquistas para os donos de armas.

O deputado pediu o apoio dos presentes ao governo do pai. Ele foi aplaudido de forma entusiasmada pelos presentes que participaram do fórum “a revolução Cultural, o governo Bolsonaro e a legítima defesa”, realizado no Club Homs, na Avenida Paulista, e que reuniu cerca de 600 apoiadores da monarquia, bolsonaristas e membros do IPCO.