Eduardo Bolsonaro é alvo do Conselho de Ética por zombar de tortura de Míriam Leitão

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, debochou de tortura que a jornalista sofreu. Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, debochou de tortura que a jornalista sofreu. Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images.
  • Presidente do conselho deve agora escolher relator

  • Partidos pedem a cassação do deputado

  • Eduardo Bolsonaro usou redes sociais para debochar de jornalista

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados irá apurar a fala de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em que ele debocha da tortura sofrida durante a ditadura militar pela jornalista Miriam Leitão. O processo foi aberto nesta quarta-feira (4).

Em 1972, ela foi colocada grávida com uma jiboia em uma sala escura. Além disso, ela foi agredida fisicamente. No twitter, o parlamentar e filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) escreveu: “Ainda com pena da cobra”.

Eduardo Bolsonaro havia compartilhado uma reportagem de Miram Leitão que dizia que o erro da terceira via é tratar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) e Bolsonaro como iguais. Na coluna, ela classificou que Bolsonaro é "inimigo da democracia".

Depois da publicação de Eduardo Bolsonaro, o PSOL e o PCdoB protocolaram representações contra o deputado federal no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Ambos os pedidos têm como objetivo cassar o mandato do filho 03 do presidente.

Eduardo Bolsonaro não foi ao Conselho, que sorteou como potenciais relatores do caso os deputados Mauro Lopes (PP-MG), Pinheirinho (PP-MG) e Vanda Milani (Pros-AC).

A abertura do processo é a primeira fase da representação. Nela, é realizado o sorteio da lista tríplice para a relatoria do caso. Depois, o presidente do conselho deverá escolher o relator.

O próximo passo é a elaboração de um parecer preliminar pelo relator, com um prazo de dez dias úteis. Esse parecer deverá dar prosseguimento ou determinar o arquivamento do caso.

Repúdio de candidatos

Os pré-candidato à presidência Lula e Ciro Gomes (PDT) usaram as redes sociais para repudiar as falas de Jair Bolsonaro. O pedetista chamou Eduardo Bolsonaro de “verme”.

“Difícil saber quem é o pior dos torturadores. O que fere primeiro ou o que reacende a chaga da memória sempre aberta de um torturado. Ao debochar de Miriam Leitão, o verme Eduardo Bolsonaro nos provoca esta sombria reflexão”, escreveu.

Lula, por sua vez, afirmou que os atos da ditadura são “indefensáveis”. “Minha solidariedade à jornalista Miriam Leitão, vítima de ataques daqueles que defendem o indefensável: as torturas e os assassinatos praticados pela ditadura. Seres humanos não precisam concordar entre si, mas comemorar o sofrimento alheio é perder de vez a humanidade.”

Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, também fez uma publicação para criticar a atitude de Eduardo Bolsonaro. “É inaceitável usar um episódio de tortura para atacar a jornalista Miriam Leitão. A vergonha está no ofensor. Covarde é quem ofende mulher.”

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