Eduardo Bolsonaro rebate acusação de nazismo e chama presidente da CPI de pedófilo

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PIRASSUNUNGA, BRAZIL - DECEMBER 04: Federal Deputy Eduardo Bolsonaro looks on during a swearing-in ceremony  for new air force cadets on December 4, 2020 in Pirassununga, Brazil. The ceremony is considered the most important of the year at AFA (Brazilian Air Force Academy) and marks the end of the four years of aviation, stewardship and infantry courses. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para atacar o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)
  • Eduardo Bolsonaro chamou o senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, de pedófilo

  • Publicação na rede social foi resposta a críticas feitas por Aziz na última terça, durante sessão da CPI

  • Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Bia Kicis se reuniram com a parlamentar alemã; encontro foi repudiado por entidades judaicas

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chamou o presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM) de pedófilo. A acusação foi feita em uma publicação nas redes sociais do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

O 03 referia-se a uma fala de Omar Aziz durante a sessão da última terça-feira (03) da CPI, quando ele se referiu ao encontro entre o presidente e uma parlamentar alemã ultraconservadora, neta de um ex-ministro de Adolf Hitler durante o regime nazista.

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“Agora, faz diferença sim a nossa atuação aqui para que mais de 555.000 vidas que já se perderam não fiquem impunes”, declarou Aziz. “Diferente, às escondidas o presidente recebe uma deputada nazista, afrontando a Constituição brasileira, afrontando a nossa democracia, afrontando o Holocausto, afrontando o Exército brasileiro, que lutou contra o nazismo”.

E completou: “E aí ninguém abre a boca aqui para falar. Nós temos que respeitar o povo judeu”.

Eduardo Bolsonaro reagiu nesta quarta-feira (04) e escreveu nas redes sociais: "Pelo raciocínio de Omar Aziz, se a deputada alemã Beatrix von Storch é nazista por conta de seu avô, então os netos de Omar seria pedófilos?" 

O filho do presidente ainda compartilhou um vídeo, em que ele juntou a fala de Omar Aziz e uma fala de Beatrix von Storch. Segundo Eduardo Bolsonaro, na fala da parlamentar, ela defende que a Europa se aproxime de Israel e lute contra grupos terroristas, como o Hezbollah. 

Repúdio de instituições judaicas

Foto do encontro entre Bolsonaro e Beatrix von Storch foi compartilhada pela alemã nas redes sociais (Foto: Reprodução)
Foto do encontro entre Bolsonaro e Beatrix von Storch foi compartilhada pela alemã nas redes sociais (Foto: Reprodução)

Diversas instituições judaicas repudiaram o encontro entre Bolsonaro e a parlamentar alemã. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) lamentou que uma política alemã, representante do partido Alternativa para a Alemanha, tenha sido recebida em Brasília. Beatrix von Storch se encontrou com parlamentares bolsonaristas, como Bia Kicis (PSL-DF) e Eduardo Bolsonaro (PSL-DF).

Em nota, a Conib não citou os deputados que encontraram von Storch, mas caracterizou o partido alemão como “extremista, xenófobo, cujos líderes minimizam as atrocidades nazistas e o Holocausto”.

“O Brasil é um país diverso, pluralista, que tem tradição de acolhimento a imigrantes. A Conib defende e busca representar a tolerância, a diversidade e a pluralidade que definem a nossa comunidade, valores estranhos a esse partido xenófobo e extremista”, declarou a entidade.

Outras entidades judaicas se juntaram para repudiar o encontro entre Jair Bolsonaro e outros parlamentares bolsonaristas com a política alemã Beatrix von Storch. Para diversos coletivos formados por judeus, a reunião representa um alinhamento com um “nacionalismo violento e excludente, que ignora minorias, o desenvolvimento sustentável e a democracia”.

Para as entidades signatárias da nota, não há coincidência nas associações entre Bolsonaro e o neonazismo. “Esse encontro é mais um episódio lamentável dentre tantos que indicam que as associações entre o presidente e seus apoiadores com movimentos supremacistas e neonazistas não são mera coincidência, e sim concordância ideológica”, afirma.

“Nesse caso especificamente, destacamos que ele significa o engajamento com a intolerância a refugiados e outras minorias e o revisionismo histórico em relação ao Holocausto, pautas caras e inegociáveis para as entidades progressistas da comunidade judaica.”

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