Partidos reagem a chamado de Eduardo Bolsonaro por ‘ruptura’: ‘É inconstitucional’

Grasielle Castro

O chamado do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pelas Forças Armadas para uma ‘ruptura’ institucional e para colocar “pano quente” na crise entre os poderes gerou uma reação imediata no Legislativo e no Judiciário. A fala do filho do presidente Jair Bolsonaro foi encarada como mais um passo na escalada autoritária que o País tem vivido, em meio à crise sanitária do coronavírus.

Partidos tanto mais à direita quanto à esquerda reagiram. Para o DEM, a democracia é inegociável. “O Democratas acompanha, com apreensão, o momento atual e acredita que a única saída está no diálogo e na união de todos. O país precisa de equilíbrio e responsabilidade, não de radicalizações ou ameaças”, diz nota do partido.

O PSDB seguir a mesma linha. “O PSDB jamais se afastará da defesa intransigente e firme da democracia. Frente a ataques feitos por minorias e seus representantes que enxergam na desarmonia entre os três poderes uma forma de buscar saídas autoritárias para o País, o PSDB condena qualquer tentativa de ruptura institucional e seguirá atento e firme na defesa das liberdades dos brasileiros.”

Líder do PSol, Fernanda Melchionna considerou a fala do deputado inconstitucional. “A declaração ontem de Eduardo Bolsonaro, dizendo que haverá uma ruptura institucional , a organização dessas milícias que estamos vendo, grupos cada vez menores socialmente, mas perigosos, que ameaçam todo tempo a imprensa, as liberdades democráticas, o Supremo, o Congresso Nacional, colocam uma situação extremamente delicada no país. É preciso que as instituições deem uma resposta à altura no combate ao autoritarismo.”

No STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que não passa pela sua cabeça que as Forças Armadas se engajem neste tipo de ação. “Não há campo para retrocesso, não é? E não passa pela minha cabeça as Forças Armadas se engajarem aí em qualquer tentativa de virar a mesa. Isso está...

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