Eduardo Bolsonaro usa comando em comissão como palanque e teste internacional

Debora Álvares
Eduardo Bolsonaro alinhou sua atuação na CREDN com a pauta do governo do pai para as relações exteriores.

Encontros com representantes de outros países, especialmente embaixadores, com foco na ampliação de acordos internacionais. Audiências públicas para debater assuntos que encontram semelhança com a agenda do governo federal, em especial, a crise humanitária na Venezuela e o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Instalação de subcomissões com temas também afins à pauta do Palácio do Planalto no âmbito internacional. 

Assim tem sido a atuação de Eduardo Bolsonaro como presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados. “Um treinamento para o que vem pela frente”, nas palavras de um amigo do deputado. 

De fato, o filho a quem o presidente Jair Bolsonaro chama de 03 e pretende indicar oficialmente como embaixador brasileiro nos Estados Unidos sempre nutriu interesse por assuntos internacionais e desejo de morar fora do País. Tanto que, desde que se tornou parlamentar por influência — quase exigência — do pai, tornou-se integrante da CREDN.

Na legislatura passada, foi suplente. Neste ano, em um acordo costurado pela cúpula do PSL, partido dos Bolsonaro, Eduardo ganhou a presidência do colegiado.

Em 14 de março, quando tomou posse na presidência da CREDN, deixou claro os temas aos quais daria prioridade: segurança nas fronteiras, comércio exterior e crise na Venezuela. Justamente a agenda do governo na política externa. 

Pouco antes de seu discurso, ele havia se encontrado com Maria Teresa Belandria, embaixadora indicada pelo líder da oposição naquele país, Juan Guaidó. O autodeclarado presidente venezuelano foi até recebido por Jair Bolsonaro. 

“Trata-se de uma crise que há muito deixou de ser um tema de política interna daquele país e o Brasil jamais irá desrespeitar o princípio da não ingerência. No entanto, essa crise atravessou fronteiras. Entre três e quatro milhões de venezuelanos já abandonaram o país por falta de comida e remédios, só para citar...

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