Comandante dos EUA afirma que "mãe de todas as bombas" era "a arma correta"

Comandante dos EUA afirma que "mãe de todas as bombas" era "a arma correta"

Cabul, 14 abr (EFE).- O general John W. Nicholson, comandante das tropas dos Estados Unidos no Afeganistão, disse nesta sexta-feira que a bomba GBU-43, conhecida como "a mãe de todas as bombas" e usada em um bombardeio na província oriental de Nangarhar contra uma instalação do Estado Islâmico (EI), era a arma adequada.

"Era a arma correta contra o alvo correto", declarou em uma coletiva de imprensa Nicholson, também máximo responsável pela missão da Otan no país, em alusão a um complexo de túneis, cavernas e bunkers no distrito de Achin, em Nangarhar, que o EI utilizava como uma base de operações.

Na coletiva em Cabul, o militar americano indicou que a bomba, de 10 toneladas e uma das mais potentes do arsenal convencional dos EUA, é "uma arma efetiva" e por isso decidiram empregá-la na campanha lançada em março pelas tropas afegãs contra o EI.

Nicholson afirmou ainda que a base atingida era um "grande obstáculo" na luta contra esse grupo terrorista e "era o momento correto para usá-la".

O general americano confirmou que até o momento foram contabilizados 36 mortos no ataque, "totalmente coordenado" com o governo afegão, e salientou, como já havia informado o Executivo de Ashraf Ghani, que não foram registradas baixas civis.

O porta-voz do Ministério de Defesa afegão, Dawlat Waziri, disse na mesma coletiva de imprensa que só uma família vivia nos arredores do lugar do bombardeio e que tinha sido evacuada ontem, poucas horas antes da ação militar.

Waziri também apontou que alguns dos túneis, construídos pelos mujahedins durante a época da invasão soviética no Afeganistão, encontravam-se a 40 metros de profundidade, motivo pelo qual a força aérea afegã não podia destrui-los.

Nos últimos dois anos, cerca de 400 quilômetros quadrados de território foram despejados da presença do EI em Nangarhar, a principal fortificação do grupo, onde deixaram de estar presentes em 11 distritos para controlar apenas "uma pequena zona".

O governo do Afeganistão afirmou nesta própria semana que o número de insurgentes do EI no país é inferior a 400 e que no ano passado abateu 2.500 membros desse grupo, o que reduziu sua presença a somente duas das 34 províncias afegãs.

A missão da Otan no Afeganistão também informou na semana passada que nos dois últimos anos reduziu à metade o número de membros do grupo terrorista e em mais de 60% o território controlado pelo EI no país. EFE