Eduardo Cunha pede prisão domiciliar alegando quadro de aneurisma

O ex-presidente da Câmara foi condenado a 14 anos de prisão (Foto: AP Photo/Eraldo Peres, File)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cunha está preso desde 2016 por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

  • O ex-presidente da Câmara teria recebido 1,5 milhão de dólares em propina

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB), apresentou na segunda-feira (2) um pedido à Justiça do Rio de Janeiro para cumprir o restante de sua sentença de 14 anos e 6 meses em prisão domiciliar. O ex-parlamentar alega que apresentou um quadro de aneurisma cerebral.

Cunha foi condenado pela Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ele teria recebido 1,5 milhão de dólares de propina em 2011 na compra de um campo petrolífero da Petrobras em Benin, na África. 

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Até maio deste ano, o político cumpria a pena em Curitiba. A pedido da defesa, ele conseguiu ser transferido para a penitenciária Penitenciária Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Rio de Janeiro. O argumento do advogado Rafael Guedes foi que Eduardo Cunha tinha o direito de ficar mais próximo da família.

Ao jornal O Estado de São Paulo, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) confirmou que foi acionada para realizar um laudo médico sobre a saúde de Cunha em resposta às alegações da defesa.

Preso em segunda instância, Cunha poderia ter se beneficiado da mudança de entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. No entanto, pedidos de prisão preventiva o mantém preso.