Eduardo Leite toma posse como governador ao lado de namorado

Relacionamento do reeleito mandatário do Rio Grande do Sul foi motivo de ataques homofóbicos na campanha

Eduardo Leite (PSDB) chega para tomar posse como governador reeleito do Rio Grande do Sul ao lado de seu namorado, o médico Thalis Bolzan (Itamar Aguiar/Palácio Piratini e Rodrigo Ziebell/Palácio Piratini)
Eduardo Leite (PSDB) chega para tomar posse como governador reeleito do Rio Grande do Sul ao lado de seu namorado, o médico Thalis Bolzan (Itamar Aguiar/Palácio Piratini e Rodrigo Ziebell/Palácio Piratini)

Primeiro governador assumido homossexual do Brasil, Eduardo Leite (PSDB), foi ao lado de seu namorado, o médico capixaba Thalis Bolzan, em sua posse como governador reeleito do Rio Grande do Sul.

"Sou muito feliz pela família que eu tenho e por ter o Thalis, que também compreende o quanto que a vida pública nos demanda, e também me estimula e me dá forças pra seguir em frente". afirmou Leite ao chegar para a cerimônia.

Os jornalistas lembraram de Onyx Lorenzoni (PL), adversário derrotado de Leite, que usou de homofobia em sua campanha ao afirmar que “o Rio Grande do Sul queria ter uma primeira-dama de verdade”.

“Isso não foi um assunto na campanha. Quando tentaram fazer disso um assunto, houve o repúdio da população e o que importa é o sentimento que a gente carrega dentro de cada um de nós. E o meu é de muito amor pelo Thalis e pelo povo do Rio Grande do Sul", disse ao discursar.

Foco na presidência em 2026?

Recém empossado também presidente nacional do PSDB, Leite terá como um dos primeiros desafios à frente do partido ganhar musculatura política após o desempenho pífio nas últimas eleições, em que viu sua bancada diminuir de 29 para 13 deputados federais.

Para tal, abriu negociações para uma federação ou fusão com o Podemos, que recentemente se fundiu com o PSC e passará a contar com 18 deputados e sete senadores. O PSDB tem quatro cadeiras no Senado, nenhuma conquistada em 2022.

Leite já deixou para trás a campanha marcada por troca de gentilezas com a esquerda e voltou a se aproximar de movimentos e partidos de direita.

A ideia é articular um bloco nacional de oposição a Lula com viés moderado e liberal, menos estridente e ideológico que a oposição bolsonarista prometida pelos nomes eleitos sob a legenda do PL.