Eduardo Paes decide apoiar Rodrigo Neves, candidato do PDT no RJ

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PDT), comunicou nesta quarta-feira (13) a aliados que decidiu apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito de Niterói Rodrigo Neves (PDT) para o governo estadual.

A decisão foi tomada após o ex-presidente da OAB Felipe Santa Cruz (PSD) não conseguir avançar nas pesquisas, ver o apoio do PSDB migrar para o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) e não conseguir se firmar como um palanque alternativo para o ex-presidente Lula no estado.

Santa Cruz será indicado para a vice de Neves, numa aliança que já havia sido anunciada em fevereiro mas, depois, suspensa porque nenhuma das duas siglas sinalizava ceder a cabeça de chapa.

Em mensagem aos correligionários do PSD-RJ, Paes afirmou que "as condições para a construção de uma candidatura própria se estreitaram muito".

"Não podemos deixar que nosso Estado fique nas mãos de uma turma que vem mostrando enorme incapacidade de nos dirigir e muito menos de um radical", escreveu o prefeito, em referência ao governador Cláudio Castro (PL), que tentará a reeleição, e Freixo, respectivamente.

Os dois citados indiretamente por Paes lideram as pesquisas de intenções de voto no estado. De acordo com o Datafolha, Castro tem 23% da preferência do eleitorado, em empate técnico com Freixo, com 22% . Rodrigo Neves aparecia com 7% e Santa Cruz, com 2%.

A campanha da chapa PDT-PSD deve focar na união das gestões das duas principais cidades da região metropolitana.

Em entrevista ao Valor Econômico em fevereiro, o prefeito afirmou que a união com o PDT tinha como objetivo criar uma alternativa à polarização entre Freixo e o governador Cláudio Castro (PL), apoiados pelo ex-presidente Lula e pelo presidente Jair Bolsonaro, respectivamente.

"Tinha a reprodução do quadro nacional aqui. Lula versus Bolsonaro. Bolsonaro é Cláudio Castro, e Lula é Freixo. Me dou bem com ambos, tenho relação de correção com Castro, mas nenhum dos dois me parece preparado para enfrentar os maiores problemas do estado", afirmou.

"A razão da aliança é criar alternativa a essa divisão, que é nacional. Não vou ficar assistindo de camarote a essa situação em que se vota no Castro porque odeia o Freixo ou vice-versa porque eles estão ligados a Bolsonaro e Lula", disse o prefeito ao Valor.

A decisão de Paes foi tomada após ver o PSDB se aproximar da pré-candidatura de Freixo. O vereador César Maia (PSDB) deve ser indicado como vice na chapa. O prefeito se queixou da quebra de um compromisso fechado pelo presidente da sigla no estado, Rodrigo Maia, de que apoiaria Santa Cruz. O tucano, porém, alega que o ex-presidente da OAB não se viabilizou.

Paes também tentou tornar Santa Cruz um palanque alternativo de Lula no estado. Ele convidou o ex-presidente para um evento na segunda quinzena de julho, mas nunca recebeu uma sinalização positiva. A expectativa esfriou após o petista sinalizar em ato na Cinelândia que Freixo é seu único nome no estado.

Apesar de não ter conseguido vincular seus planos ao de Lula, o prefeito anunciou no fim de semana, durante um evento em Maricá, que apoiará a candidatura de Lula para a Presidência.

"Acho que o Brasil teve uma grande alegria de ter tido Lula como presidente da República. Aliás, a gente um dia vai parar, a história vai parar, e vamos pensar que honra ter tido Lula presidente do Brasil. Aproveito para revelar o meu voto. Vou votar em Lula para presidente", afirmou Paes.

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