Pazuello reafirma vacinação apenas para março e é cobrado por Doria sobre suposta 'motivação política'

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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, afirmou em reunião virtual com os governadores de todo o país que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve demorar ainda 60 dias para aprovar o uso de qualquer vacina contra a Covid-19. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, o ministro discutiu rispidamente com João Doria (PSDB), governador de São Paulo e inimigo político de Jair Bolsonaro (sem partido), sobre um suposto descaso do governo federal com a Coronavac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac.

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O ministro não deixou claro se essa previsão invalidaria a análise para o uso emergencial, que seria restrito apenas a alguns grupos como profissionais de saúde, por exemplo.

Pazuello, ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, falava especificamente do imunizante da AstraZeneca/Universidade de Oxford, para o qual o governo federal aprovou um gasto de R$ 2 bilhões para a importação e produção local na Fiocruz.

Ao ressaltar o prazo de 60 dias, Pazuello quis justificar porque o governo federal projeta o início de uma campanha de vacinação apenas para março do ano que vem. O general afirmou que os ensaios da fase 3 da vacina, que estão sendo refeitos devido a erro de dosagem na análise preliminar, devem estar concluídos até o fim deste mês.

Pressionado por Flávio Dino (PCdoB-MA), Pazuello diz que não descartará estudar a compra da Coronovac, mas lembrou que “a Anvisa ainda aguarda o resultado da fase 3".

Doria estima que os resultados da fase 3 estejam prontos até o dia 15. Em sua intervenção, o tucano questionou Pazuello se o governo federal favorecia as duas marcas ocidentais [Oxford e Pfizer] por uma questão política ou ideológica.

Pazuello então não respondeu diretamente, mas questionou Doria, que apontou o investimento federal em imunizantes que não têm aprovação da Anvisa ainda, tal como a Coronovac e lembrou que não houve verba de Brasília investida no Instituto Butantan.

Doria, que apresentou o plano de vacinação em SP começando a partir do dia 25 de janeiro, ouviu do ministro que “acelerar é justo”, mas que não se pode abrir mão de “segurança e eficácia" e negou qualquer tipo de rixa com o Butantan.

Durante toda a reunião, os chefes de governo estadual cobram um plano nacional de imunização concreto e detalhado vindo do governo federal.

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