Eduardo Serra promete transporte gratuito, fim da PM e milhares de moradias

Preço da passagem cairá pela metade em dois anos e meio de mandato, segundo o candidato Eduardo Serra. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
Preço da passagem cairá pela metade em dois anos e meio de mandato, segundo o candidato Eduardo Serra. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
  • Eduardo Serra (PCB) promete transporte gratuito até o final do mandato;

  • Candidato ao governo do RJ quer substituir Polícias Militar e Civil por outras duas forças;

  • No âmbito habitacional, promessa é de construir 150 mil moradias.

Eduardo Serra, candidato ao governo do RJ pelo PCB, prometeu zerar o preço das passagens de ônibus, metrô, trem e barcas por meio de uma reformulação, ao longo de quatro anos, de todo o sistema de transportes do estado. Uma empresa pública deve ficar responsável por administrar os serviços.

"Com o estado controlando o sistema de transporte, aquela empresa que não cumprir as regras da concessão vai ser encampada", explicou ao jornalista Edimilson Ávila, em entrevista concedida ao podcast Desenrola, Rio, nesta quarta-feira (31).

A previsão é de que, em dois anos e meio, o preço da passagem caia pela metade. Ao final do mandato, o transporte ficaria 100% gratuito. Segundo Serra, isso só é possível porque o estado não buscará lucro com a gestão. “É lógico que tem que ter uma parte para manutenção e investimento, mas sem o lucro a gente consegue reduzir rapidamente", disse.

No âmbito da segurança pública, a proposta de Serra é extinguir as Polícias Militar e Civil, que dariam lugar a duas novas forças: a Polícia Civil Judiciária Cidadã, de caráter investigativo, e a Guarda Civil, responsável pelo patrulhamento ostensivo no estado.

"Nós pretendemos extinguir a Polícia Militar, isso é uma ação nacional, e também a atual Polícia Civil. Vamos criar duas instituições civis. Uma uniformizada, armada, para fazer o policiamento ostensivo. E uma outra de caráter investigativo, que deve atuar em conjunto com outros órgãos, como a PF, por exemplo", defendeu o candidato. Ele também pretende recriar a Secretaria de Segurança Pública.

Serra afirmou que o objetivo é permitir que o Rio de Janeiro tenha uma polícia “com a qualidade da Polícia Federal brasileira ou do FBI" norte-americano. Contra “o caráter militar da operação” atual, o candidato disse que as duas forças estaduais combaterão juntas o tráfico e as milícias.

"Uma polícia que tem uma atuação como a de um exército, por que é isso que acontece hoje. Há uma operação em comunidade e, pelo caráter militar da operação, é tiro para todo lado, principalmente para cima do jovem negro das comunidades. Esse tipo de ação nós não concordamos. Mas é claro que tem que ter ação. A gente não tem nenhuma concessão a fazer ao crime organizado ou qualquer tipo de crime", declarou.

Menos desigualdades

O candidato do PCB aproveitou o tema de segurança pública para falar sobre como o combate às desigualdades está diretamente ligado à redução da violência, já que as pessoas que não têm perspectivas de vida digna acabam “virando isca para o crime”, em suas palavras.

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"A luta contra a violência e contra o crime tem outro eixo que é o combate às desigualdades. É em cima da miséria e da pobreza extrema que as quadrilhas se nutrem, que recrutam os seus exércitos", apontou.

Uma das propostas citadas para reverter a situação é a implementação de um programa habitacional que construirá 150 mil moradias em quatro anos, programadas para atender 700 mil pessoas. Em complemento à ideia, o candidato prometeu o IPTU progressivo, programa que aumenta a cobrança de imposto para quem for proprietário de mais de quatro imóveis