Eduardo Sterblitch estreia talk show e fala de processo criativo na quarentena: 'Pinto no lixo'

Naiara Andrade
1 / 4

eduardo-sterblich.jpg

Eduardo Sterblitch e a parafernalha montada em seu quarto para transmitir e editar o programa

Eduardo Sterblitch garante que nunca teve o sonho de comandar um talk show, como vários de seus colegas humoristas.

— Não sou suficientemente bom para isso, minha cabeça é completamente fora do eixo... Acho que apresentador de talk show ou tem que ser uma pessoa elegante, que transmita credibilidade, ou alguém completamente engraçado e genial, como Tatá (Werneck), que descredibiliza todo mundo de uma forma maravilhosa. Eu até sou meio parecido com ela, mas prefiro conversar com as pessoas sem ter a responsabilidade de fazer isso — explica.

 

Sem querer, querendo, acabou acontecendo. Depois de dois anos em cartaz com “Sterblitch não tem um talk show”, em que encenava no teatro um programa próprio, supostamente recusado por todas as emissoras de TV, ele quis turbinar a peça com elementos de internet, mas a pandemia atrapalhou os planos:

— Fiquei sem saída... Os meus dilemas pessoais, eu costumo transformar em peças, isso vira uma terapia pra mim. Faço uma dinâmica de grupo com o público, com quem encontro respostas.

 

Entediado na quarentena, o artista começou a fazer lives com um amigo de infância, André Gribel, sem espectadores, só para se divertirem. E aí veio a ideia de juntar peça, live e um projeto que ele já tinha apresentado para a Globo, que vingou e se transformou no “Sterblitch não tem um talk show: o talk show”. A atração estreia nesta sexta-feira (dia 5), no Globoplay.

— Estou que nem pinto no lixo! Além de apresentar, crio e edito com total liberdade — afirma o carioca, de 33 anos, que realiza lives às segundas e terças-feiras, no Facebook e no Twitter do Gshow, e usa esse material com três horas de duração como base para o programa de 30 minutos, no ar sempre às sextas-feiras, por 12 semanas, a partir desta sexta-feira (5).

Do quarto de sua casa, Sterblitch interage com Gribel e com Rafael Queiroga, que surge em cena com uma cabeça “voadora”, dirigindo a atração. Com o humor escrachado que lhe é peculiar, o apresentador se encontra virtualmente com famosos e uma plateia de 12 anônimos, com quem bate papo e promove dinâmicas divertidas, como o quadro “Já ou nunca” (veja box). A estreia vai mostrar os melhores momentos da interação de Sterblitch com o casal de atores Letícia Colin e Michel Melamed, seus compadres; com sua mulher, a atriz Louise D’Tuani; e com a cantora Ivete Sangalo.

— Eu mesmo faço os convites, e a produção acerta os detalhes. O importante é que os famosos sejam pessoas que tenham a ver comigo — diz ele, amigo e fã da baiana e ídolo do primogênito dela, Marcelo.