Eduardo Sterblitch comenta censura ao Porta dos Fundos, sucesso de Zeca e diz que sente pressão para ter filho

Maria Fortuna
Eduardo Sterblitch: o Zeca de 'Éramos seis'

Conhecido pelas performances amalucadas de personagens como Freddie Mercury Prateado dos extintos “Pânico na TV” e “Pânico na Band”, Eduardo Sterblitch sempre foi visto em papéis cômicos. Ainda quando deixou o humorístico para encarar produções da Globo (“Procurando Casseta & Planeta” e “Tá no ar”, por exemplo) ou filmes como “Os penetras”, sua praia era sempre o humor ou personagens meio desajustados. Caso de Enzo, jovem com uma certa dificuldade de socialização da série “Shippados”, do GloboPlay, em que brilhou ao lado de Tatá Werneck (a crítica de OGLOBO, Patrícia Kogut, deu nota 10 ao programa).

Agora, o ator de 32 anos mostra uma nova faceta de seu trabalho na novela “Éramos seis”, na pele de Zeca, o romântico farmacêutico que está desempregado. Interpretar um caipira ingênuo, do bem toda vida e apaixonado pela espevitada Olga (Maria Eduarda Carvalho), com quem tem quatro filhos, tem sido uma boa oportunidade de apresentar sua versatilidade não só ao público, como ao mercado, segundo o ator.

— É bom mostrar que jogo nas 11 para que me deem mais oportunidades e eu não fique fechado numa gavetinha. Também é bom para eu aprender, porque sou dedicado, atento e me importo com o público, faço com apreço e cuidado — diz.

Eduardo, que também está na minissérie “Chacrinha” (disponível no GloboPlay desde terça-feira), diz não sentir preconceito por parte do público por conta de seu passado de personagens um tanto bizarros no “Pânico”.

— Pode até existir esse preconceito, mas não ligo para ele. Mas pela reação do público, acho que estão gostando. Antes me chamavam na rua de “Prateado” ou “o cara do Pânico”. Agora, me chamam de “Zeca”.

Nesta entrevista, ele critica a censura sofrida pelo Porta dos Fundos, que teve seu especial de Natal retirado do ar por determinação da Justiça do Rio ("Como o Brasil é muito cristão, pegaram o Porta dos Fundos para Cristo. Estão batendo nessa tecla para violentar o humorista, o artista sempre é o lado frágil da questão"). Casado há cinco anos com a atriz Louise D'Tuani, diz que quer ser pai, mas tudo tem seu tempo.

- A gente deixa acontecer, porque a sociedade pressiona muito - afirma ele, que ficou emocionado com o nascimento dos bebês de amigas como Tatá Werneck e Letícia Colin. - Ver meus amigos se tornando pais mexeu muito comigo, é tão bonito.

Leia a entrevista completa aqui.