Educação 360 debate racismo, Paulo Freire e ensino pós-pandemia; inscrições começam nesta quarta-feira

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Como os professores estão se preparando para o pós-pandemia? Como lidamos com as incertezas neste momento de retomada escolar? Essas e outras questões serão debatidas na próxima edição do Educação 360 Internacional, uma iniciativa dos jornais O GLOBO, Extra e Valor Econômico que reúne pensadores, professores, escritores, estudantes, psicólogos e especialistas do Brasil e do mundo. Os debates e palestras são abertos para toda a sociedade.

O evento acontecerá nos dias 14 e 15 de setembro em versão on-line e gratuita, e as inscrições abrem nesta quarta-feira, dia 8 de setembro, no site educacao360.com. O Educação 360 Internacional tem patrocínio do Grupo SEB, apoio do Itaú Social e apoio institucional de Unicef, Unesco, Futura e Fundação Roberto Marinho.

Faça sua inscrição para participar do Educação 360

O educador finlandês Pasi Sahlberg fará a abertura com a palestra “Ensinando a incerteza”. Ele, que já atuou como professor, formador de professores e trabalhou em reformas educacionais de diversos países, vai falar sobre como podemos olhar para as incertezas no contexto da educação. Em seguida, a educadora Guiomar Namo de Mello, ex-secretária de Educação da cidade de São Paulo e que atualmente dirige a Ebrap (Escola Brasileira de Professores), fará comentários sobre o tema.

A voz dos professores

Um painel formado só por professores também terá espaço no primeiro dia de evento. O debate “Nada será como antes?” vai tratar das estratégias utilizadas por docentes no ensino a distância e como eles veem o futuro depois da retomada das escolas. Entre os convidados está o professor Alberto Rodrigues dos Santos, que dá aulas de artes para alunos da rede pública de Piraju, no interior de São Paulo. Durante a pandemia, ele utilizou uma técnica de holografia caseira para alunos da educação infantil e do ensino fundamental:

— O holograma caseiro funciona com uma pirâmide invertida de plástico, colocada sobre o celular. Fiz 200 pirâmides e enviei para os estudantes. Assim, eles podiam me ver em miniatura em vídeos que gravei contando histórias e explicando movimentos artísticos.

A educação inclusiva, o novo ensino médio e o uso da tecnologia na educação também serão debatidos no primeiro dia, com convidados como Rozana Barroso, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes); Paulo Blikstein, professor da Universidade de Columbia (EUA); e Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.

Marcando o centenário de nascimento de Paulo Freire, educadores vão analisar a metodologia freireana na atualidade. Para Fabio Campos, pesquisador em educação e tecnologia na New York University e cofundador do Curso Invest, programa de educação popular no Rio de Janeiro, que participará do debate, este é um bom momento para se mergulhar na obra de Freire:

— Nos últimos anos, voltou com força a ideia de que falar sobre temas sociais na escola, como feminismo e racismo estrutural, é algo indesejável e taxado de doutrinação. É como se a escola devesse apenas ensinar os “fatos”. Mas onde fica o ensinar a pensar e debater? Freire dizia que a realidade não está parada, fixa, esperando ser “aprendida” pelo aluno, mas que pode e deve ser recriada todos os dias.

No segundo dia do Educação 360, haverá debates sobre o racismo no contexto escolar, os impactos socioemocionais do confinamento, os reflexos da pandemia sobre a educação e como promover a empatia entre crianças e jovens. Entre os convidados estão o escritor Jeferson Tenório; a pesquisadora Kelly Quirino; o psiquiatra Jairo Bouer; a presidente do Conselho Nacional de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro; e o professor de Harvard Richard Weissbourd.

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