Educação financeira é assunto de criança; saiba por onde começar

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Os primeiros trocos contados na feira onde trabalhava com seu pai fizeram com que Fábio Fernandes, hoje sócio fundador da Delta Flow Investimentos, construísse uma relação saudável com o dinheiro desde a infância. Na época, com apenas 11 anos, não recebia remuneração do pai, mas conselhos valiosos sobre educação financeira que balizaram seu caminho até o empreendedorismo e o mercado financeiro.

“Quando completei 18 anos fui contratado pelo Bradesco, meu primeiro trabalho fora da feira, e já me sentia maduro para lidar com esse universo mais do que a minha idade permitia”, conta Fernandes.

Sem a mesma sorte, Nayara Boer, planejadora financeira e sócia da Renova Invest, escritório plugado ao BTG Pactual, teve que correr atrás do prejuízo sozinha. Com uma infância marcada pela falta de planejamento financeiro por parte dos pais, ela conta que até o início da fase adulta ainda reproduzia a má gestão do dinheiro aprendida dentro de casa.

“Aprendi na dor. Me enfiei em dívidas com o cartão de crédito e tive que resolver a minha vida financeira sozinha, aos 20 anos, para conseguir dar seguimento aos meus planos. Contei com a ajuda de amigos que tiveram outro tipo de experiência dentro de casa”.

Para duas ‘historinhas’ diferentes, a mesma lição de moral: educação financeira também é (ou deveria ser) assunto de criança.

Pais com um bom nível de educação financeira e controle do orçamento tendem a influenciar positivamente os filhos, que levam este exemplo para a vida adulta. Por outro lado, famílias que tratam o dinheiro como problema e brigam por conta das finanças podem contaminar a visão das crianças.

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