No Dia da Lembrança, Israel homenageia vítimas do Holocausto

Jerusalém, 23 abr (EFE).- Israel realizou neste domingo, no museu do Holocausto Yad Vashem, a cerimônia de abertura do chamado Dia da Lembrança, feriado nacional no país que homenageia anualmente as vítimas da perseguição da Alemanha nazista.

Uma semana antes da comemoração do Dia da Independência, autoridades israelenses, o chanceler da Áustria, Christian Kern, e sobreviventes, que acenderam seis velas, participaram do Dia Nacional da Lembrança do Holocausto, comemorado em 24 de abril (do anoitecer deste domingo ao de segunda-feira, como marca um dia do calendário judaico).

Na praça de Varsóvia de Yad Vashem, o premiê Benjamin Netanyahu disse que continua existindo o ódio aos judeus através das instituições internacionais.

"O novo antissemitismo é frequente no Ocidente e nos órgãos da ONU", declarou Netanyahu, que acrescentou que "o ódio aos judeus se destina agora ao Estado judeu".

Netanyahu também acusou os países aliados durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) de "saber e não agir" quanto ao massacre de milhões de judeus até ele alcançar uma larga escala e criticou a comunidade internacional por considerar que não faz o suficiente para evitar situações graves atuais.

"Desde a Segunda Guerra Mundial, nunca houve novamente uma tragédia como o Holocausto, mas, em muitos casos, o mundo se encontra perto e não previne assassinatos em massa ou genocídios. Em Cambodja, Ruanda, Sudão... e na Síria", lembrou.

"E, mesmo assim, dentro da escuridão, há alguns pontos de luz. Um é a determinante resposta do presidente (dos Estados Unidos, Donald) Trump ao massacre dos meninos em Idlib, na Síria", afirmou o primeiro-ministro israelense sobre o bombardeio a bases aéreas do regime de Bashar al Assad em resposta ao ataque com armas químicas em Khan Sheikhoun.

Neste ano, a comemoração tem o lema "A restauração de sua identidade: O destino do indivíduo durante o Holocausto", e o presidente israelita, Reuven Rivlin, ressaltou as lições aprendidas.

"A Shoá (Holocausto) está marcada de forma permanente em nossa carne. Cada um de nós tem um número no braço. No entanto, a Shoá não é a lente através do qual devemos examinar nosso passado e nosso futuro", disse. EFE