Efeitos colaterais em profissionais de saúde criam resistência a vacina da AstraZeneca na Europa

Caroline Pailliez e Johan Ahlander
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Enfermeira aplica dose de vacina da AstraZeneca em funcionário de hospital em Bruxelas, na Bélgica

Por Caroline Pailliez e Johan Ahlander

PARIS (Reuters) - Autoridades de saúde de alguns países europeus estão enfrentando resistência à vacina contra Covid-19 da AstraZeneca depois que efeitos colaterais levaram funcionários de hospitais e outros trabalhadores da linha de frente a se afastarem, aumentando a pressão sobre serviços já sobrecarregados.

Os sintomas, tal como relatados em testes clínicos da vacina da AstraZeneca, podem incluir temperatura alta e dor de cabeça e são um sinal normal de que o corpo está gerando uma reação imunológica. Eles costumam desaparecer depois de cerca de um dia.

As outras vacinas aprovadas na Europa, desenvolvidas pela Pfizer e pela Moderna, foram relacionadas a efeitos colaterais temporários semelhantes, como febre e fadiga.

Mas como a vacina da AstraZeneca é a mais recente a ser distribuída, autoridades de saúde da França emitiram diretrizes para escalonar sua administração, enquanto duas regiões da Suécia interromperam vacinações e alguns trabalhadores essenciais da Alemanha a estão recusando.

Um porta-voz da AstraZeneca disse: "Atualmente, as reações relatadas são o que esperávamos, com base nos indícios coletados em nosso programa de testes clínicos".

As pessoas que recebem a vacina são monitoradas atentamente através de atividades de farmacovigilância de rotina, informou a farmacêutica, acrescentando que continua acompanhando a situação.

"Não houve eventos confirmados de efeitos adversos graves", disse o porta-voz.

(Por Caroline Pailliez, em Paris, e Johan Ahlander, em Estocolmo; Reportagem adicional de Caroline Copley, em Berlim; Ludwig Burger, em Frankfurt; Richard Lough, em Paris; e Paul Sandle, em Londres)