Egito e Sudão recusam iniciativa da Etiópia de continuar enchendo reservatório no Nilo

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Egito e Sudão rejeitaram a iniciativa da Etiópia de dar início à segunda fase de enchimento de seu controverso reservatório do Nilo sem um acordo, aumentando as tensões antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU marcada para quinta-feira.

A chamada Grande Barragem do Renascimento da Etiópia (GERD), construída na parte superior do Nilo Azul, há muito tempo é objeto de conflito com o Egito e o Sudão, que temem por seus recursos hídricos.

O ministro egípcio da Irrigação, Mohamed Abdel Aty, anunciou na noite de segunda para terça-feira que havia sido informado pela Etiópia que a segunda fase de enchimento havia começado.

No entanto, a Etiópia não confirmou oficialmente esta operação. Um funcionário etíope, que pediu anonimato, limitou-se a indicar que ocorrerá "nos meses de julho e agosto" e que se trata de um processo natural, principalmente durante o período das chuvas de verão.

O Egito "rejeita firmemente esta medida unilateral", ressaltou Aty em um comunicado, para quem "representa uma violação das leis e normas internacionais que regulam projetos de construção em bacias compartilhadas dos rios internacionais".

Antes que ocorra a reunião do Conselho de Segurança da ONU na quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores egípcio Sameh Shukri se reuniu com seu homólogo sudanês, Mariam al-Mahdi, em Nova York.

Em notam, ambos expressaram sua "estrita rejeição" da iniciativa da Etiópia de encher o reservatório e pediram a este órgão que "apoiasse sua posição em um acordo vinculante para encher e operá-lo".

O projeto, com capacidade para armazenar 74 bilhões de metros cúbicos de água, começou a ser construído em 2011 no noroeste da Etiópia, perto da fronteira com o Sudão, no Nilo Azul, que se junta ao Nilo Branco em Cartum para formar o Nilo.

A hidrelétrica terá capacidade de geração de quase 6.500 megawatts, quase a metade da gigantesca usina paraguaio-brasileira de Itaipu.

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