Egito reduz balanço de acidente ferroviário e enterra as primeiras vítimas

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Captura de tela de imagens exibidas pela televisão pública egípcia mostram vagão destruído após acidente fatal em Al Samaa Gharb, 460 km ao sul do Cairo

O Egito enterrou neste sábado as primeiras vítimas da colisão da véspera entre dois trens, que provocou 19 mortes e deixou 185 feridos no sul do país, onde as autoridades iniciaram uma investigação para determinar as circunstâncias da tragédia.

Imagens feitas por uma câmera de segurança, às quais a AFP teve acesso, mostram um choque de extrema violência, no qual um vagão voa entre uma imensa nuvem de poeira.

A tragédia aconteceu em Al Sawamaa Gharb, 460 km ao sul do Cairo.

Neste sábado, os vagões destruídos e os escombros foram completamente retirados das vias e o tráfego ferroviário foi retomado.

Os enterros das vítimas começaram durante a manhã e outros estavam previstos para o restante do sábado. O local do acidente é protegido por muitos policiais.

As autoridades anunciaram na sexta-feira 32 mortes e 165 feridos, mas neste sábado anunciaram uma revisão do balanço da tragédia: 19 vítimas fatais e 185 feridos.

A imprensa local informou que os condutores dos dois trens morreram na colisão.

Como parte da investigação, os auxiliares dos condutores, o funcionário da torre de controle e o operador da passagem de nível devem ser interrogados e ser submetidos a exames para detecção de drogas, informou a Procuradoria Geral. Os telefones celulares dos citados foram apreendidos.

O presidente egípcio, Abdel Fatah Al Sisi, prometeu punição para os responsáveis pela tragédia. "Os que provocaram este doloroso acidente por negligência, corrupção ou qualquer outra razão devem receber uma sanção dissuasória, sem exceção nem demora", declarou.

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