EI reivindica ataque que matou militares no Egito

(Arquivo) O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi (AFP/JOHANNA GERON) (JOHANNA GERON)

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) reivindicou neste domingo, por meio do seu órgão de propaganda, Amaq, a autoria do ataque ocorrido ontem no Sinai, no qual morreram 11 militares egípcios.

Esse é um dos balanços mais altos registrados pelas Forças Armadas egípcias nos últimos anos em seu território. O ataque, que teve como alvo uma estação de bombeamento hidráulica militar na península, onde estão sediadas células radicais - algumas das quais juraram fidelidade ao EI -, provocou uma onda de protestos no exterior.

União Africana, Sudão, Estados Unidos e França, entre outros, denunciaram o "ato terrorista", que, segundo o presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi, "não irá acabar com a determinação do país e do seu Exército de cortar o mal do terrorismo pela raiz".

Em fevereiro de 2018, o Exército e a polícia lançaram uma grande operação "antiterrorista" na Península do Sinai, onde estão baseadas várias células radicais, algumas das quais juraram lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

As forças de segurança também lutam contra insurgentes radicais no deserto ocidental, entre o Vale do Nilo e a fronteira com a Líbia.

No Sinai, os ataques concentram-se especialmente nos oleodutos e gasodutos que abastecem Israel e Jordânia. Em geral, o exército costuma anunciar que matou jihadistas naquela área.

Mais de mil jihadistas e dezenas de membros das forças de segurança perderam a vida desde o início da operação, segundo dados oficiais. Ainda assim, não há números de nenhuma fonte independente e os jornalistas estão proibidos de entrar no Norte do Sinai.

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