Grupo Jihad Islâmica retoma ataques contra Israel após anunciar fim da 'resposta militar'

Fumaça provocada por projéteis disparados por militantes palestinos em Gaza, em 24 de fevereiro de 2020

O grupo Jihad Islâmica da Palestina anunciou nesta segunda-feira que retomada dos ataques contra Israel em resposta ao bombardeio do exército hebreu, logo após sinalizar o fim de sua "resposta militar" depois de dois dias de combates nos quais três de seus combatentes morreram na Faixa de Gaza e na Síria.

O porta-voz do grupo, Abu Hamza, anunciou logo a seguir do anúncio do fim dos lançamentos de foguetes da Faixa de Gaza, que havia retomado os ataques em "resposta" aos atentados do exército israelense.

O grupo militar islâmico disparou cerca de 60 foguetes contra Israel desde domingo em retaliação por essas mortes, mas a maioria dos projéteis foi interceptada pelo escudo de mísseis de Israel.

Ao mesmo tempo, aviões de guerra e tanques do exército israelense bombardearam alvos do movimento na Faixa de Gaza, um enclave empobrecido onde dois milhões de palestinos vivem sob um rígido bloqueio israelense.

A violência dos últimos dois dias surgiu quando dois combatentes da Jihad Islâmica, o segundo movimento islâmico armado mais importante em Gaza depois do Hamas, que controla o enclave, tentaram "colocar um explosivo próximo" à barreira de separação com Israel, segundo o exército israelense.

Os soldados israelenses atiraram neles e um deles morreu e seu corpo foi recuperado com a ajuda de uma escavadeira militar israelense.

Estas novas tensões entre Israel e a Jihad Islâmica, um grupo próximo ao Irã, ocorrem a uma semana das eleições legislativas cruciais para a sobrevivência política do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.