‘Ela estava na melhor fase da vida’, diz pai da grávida alvo de bala perdida no Complexo do Lins

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RIO- “Eu brincava com ela que os meus netos iriam nascer com os pais formados. Você vê na sua classe, infelizmente, é a realidade (não tem muitos negros). Na nossa classe da comunidade não tem quase ninguém formado. É só injustiça e desigualdade. Eu tirei ela de lá pela violência”. O relato é de Luciano Gonçalves, pai de Kathlen de Oliveira Romeu, de 24 anos, jovem grávida de quarto meses, morta por uma bala perdida durante um confronto entre policiais militares e bandidos no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte do Rio. Na manhã desta quarta-feira, os pais e os avós da jovem chegaram ao Instituto Médico Legal (IML), do Centro do Rio, para fazerem a liberação do corpo.

Os familiares se dizem indignados e criticaram a postura da polícia:

— A minha filha faleceu. Ceifaram a vida da minha filha e falaram que foi troca de tiros. Não foi. Como foi ela, poderia ser eu, uma pessoa do bem e falariam que eu era vagabundo. Na maioria das vezes não é confronto — criticou Luciano.

Segundo o pai da jovem, Kathlen “era a coisa mais especial da minha vida. Cheia de sonhos, inteligente, tinha sonhando ser blogueira, modelo. Ela estava na melhor fase da vida”.

— A gravidez, no começo foi um susto. Ninguém esperava, mas foi a coisa mais maravilhosa da minha vida. Uma benção de Deus foi a gravidez da minha filha. Ela estava apreensiva, mas feliz. Ele estava apreensiva porque tinha parado de trabalhar, mas eu disse que ela não ficaria desamparada.

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