Ele vai: conheça Embolo, suíço pronto para enfrentar o país em que nasceu

A Copa do Mundo do Catar terá sabor especial para Breel Embolo. Aos 25 anos, ele chega à competição como titular e principal destaque da Suíça. Uma evolução em relação à sua participação na Rússia, quando saiu do banco em três partidas e foi titular em uma, na campanha que durou até as oitavas de final. Por coincidência, o primeiro jogo em Mundiais neste novo patamar será contra Camarões, país onde nasceu e que deixou quando tinha apenas 5 anos, levado pela mãe.

Mas essa é a introdução para uma história menos dramática do que parece. Embolo e sua mãe migraram para a Europa atrás de melhores condições de vida, mas diferentemente do que acontece com tantos outros africanos imigrantes, não deixaram um triste passado de pobreza para trás.

Jogo especial

Seus pais, Germaine e Moise, se separaram quando ele ainda era pouco maior que um bebê, o que é uma página triste de sua biografia. Filho da classe média de Yaoundé, capital do país, ele passou a ter as despesas pagas pelo pai. Foi o dinheiro de Moise que ajudou a mãe de Breel a tomar a decisão de se mudar para a França com o filho pequeno no colo, na intenção de terminar os estudos.

Enquanto Germaine estudava, ela conheceu um homem suíço, com quem iniciou relacionamento. Depois de um tempo, eles foram morar juntos na Basiléia. E assim o atacante foi parar no país que hoje defende no Mundial. Tornou-se cidadão suíço em 2014, na adolescência.

O vínculo com Camarões nunca foi totalmente perdido porque Embolo manteve o contato com o pai, que segue até hoje no país africano. Questionado a respeito, o atacante, atualmente jogador do Monaco, já disse que enfrentar Camarões será especial.

Considerado o principal jogador da Suíça atualmente, ele terá no Mundial a oportunidade de provar definitivamente que tem nível para figurar entre os grandes atacantes do futebol. Por enquanto, apesar do prestígio, ele segue ocupando uma terceira, talvez segunda prateleira de clubes, com passagens por Schalke 04 e Borussia Mönchengladbach, ambos da Alemanha, antes de se transferir para o Monaco.

Ao longo do último ciclo de Copa do Mundo, ele superou a concorrência interna de Seferovic, então centroavante principal da equipe. Outros medalhões suíços caminham para o fim da carreira, como Rodríguez e Shaqiri. Já a partir do Mundial do Catar, Breel Embolo será o principal responsável por manter a boa reputação da seleção suíça, desde 2013 entre as 20 melhores colocadas do ranking da Fifa.