Ele vai: conheça Raúl Jiménez, atacante que 'sobreviveu por um milagre' após fratura no crânio e já foi algoz de Neymar

Para um seleto e renomado grupo de médicos ingleses, Raúl Jiménez é um milagre da natureza. Não pelo fato de o atacante de 31 anos estar de pé e ainda praticando futebol profissionalmente. Mas pelo simples fato de estar vivo. Ter passaporte carimbado para disputar a Copa do Mundo do Catar, então, torna a sua sobrevivência ainda mais especial. Quase um ode à vida com nacionalidade mexicana.

O lance quase fatal aconteceu em novembro de 2020, durante uma partida entre o Wolverhampton, seu clube, contra o Arsenal, pela Premier League. Após uma colisão frontal com o zagueiro David Luiz, hoje no Flamengo, Jiménez fraturou o crânio e precisou passar por cirurgia. A agilidade dos médicos ingleses para tratamento no gramado e condução ao hospital hoje é vista como decisiva. Mais alguns segundos de demora e o atacante poderia ter morrido.

— Desde o primeiro momento, os cirurgiões e médicos me contaram o que aconteceu e os riscos. Às vezes não é o que você quer ouvir, mas é o trabalho deles. O osso havia quebrado e havia um pequeno sangramento dentro do meu cérebro. É por isso que a cirurgia teve que ser rápida e foi um trabalho muito bom dos médicos — contou Jiménez, à “Reuters”.

— Não me lembro de nada daquele jogo. Os médicos disseram que foi um milagre eu ter saído vivo — conta o atacante, que precisou de oito meses para se recuperar e conseguir a liberação clínica necessária para voltar a disputar futebol profissionalmente.

Jiménez jogou sua primeira partida oficial após a cirurgia em agosto de 2021, na derrota por 1 a 0 para o Leicester City. Recuperado, o mexicano agora usa um protetor de cabeça nos treinos e nas partidas.

Alto, mas com boa mobilidade, Jiménez é considerado uma joia do futebol mexicano desde as categorias de base. Formado pelo América, conquistou vários títulos nas base até ser negociado com o Atlético de Madrid. Sem sucesso na Espanha, foi emprestado ao Benfica, onde estourou futebolisticamente antes de chegar ao Wolverhampton. Ele esteve em campo na conquista do ouro olímpico do México no futebol masculino, na vitória por 2 a 1 sobre o Brasil, em Londres-2012.