Ele vai: o goleiro que trocou a faculdade pelo sonho de defender a Croácia

A história de Dominik Livakovic vai na contramão da maioria dos jogadores de futebol. De uma família com instrução superior — o pai engenheiro civil, que já trabalhou no governo do país, a avó professora de inglês e o avô um médico radiologista —, o croata queria cursar diplomacia e relações internacionais na faculdade. Mas o amor pelo futebol falou mais alto, e ele trocou a possibilidade de uma carreira tradicional por uma profissão instável.

E então, o que poderia ser uma pressão para o jovem trilhar um caminho parecido com o da família se transformou em apoio incondicional à sua escolha.

— A educação superior não era algo imposto por eles, foi uma decisão minha, apesar de o futebol ser a minha vocação. Eu me matriculei em diplomacia e relações internacionais, mas deixei de lado por agora. Hoje, a minha família comemora que eu troquei os livros pela bola, mas planejo cursar a faculdade um dia— diz Livakovic.

Mesmo que não de uma maneira profissional, o esporte sempre esteve ligado à família. Seu avô, já falecido, era muito ligado ao neto e ao basquete, tanto que era membro de um clube da modalidade em Zadar, cidade natal de Livakovic.

— Como toda criança, eu passei por vários esportes, incluindo basquete, até que percebi que o meu coração estava no gramado, com uma bola. Meu avô sempre esteve comigo e me ensinou que humildade vem antes de tudo — conta.

No vice-campeonato Mundial em 2018, melhor campanha da Croácia em Copas — quando perdeu para a França na final —, Livakovic era o goleiro reserva e não entrou em campo. Hoje, com 27 anos e jogando pelo Dínamo de Zagreb, foi o goleiro que mais vezes começou as partidas da seleção croata em 2022 e disputa a titularidade, com uma leve vantagem, com Ivica Ivusic, que veste a camisa do Osijek, outro time croata.

Presente na seleção desde o sub-15, esta será a grande chance de Livakovic mostrar seu intelecto em campo, liderando a equipe e buscando uma campanha histórica como em 2018.