Ele Vai: Um baiano com nome de ídolo alemão nos passos de Aldair

Um zagueiro nascido no Sul da Bahia, que se firmou no forte futebol italiano e se prepara para defender a seleção brasileira em uma Copa do Mundo. A descrição poderia ser aplicada ao tetracampeão Aldair, que jogou três Mundiais e teve carreira de sucesso na Roma, mas é a trajetória de Gleison Bremer, baiano da pequena Itapitanga, titular absoluto da Juventus, mas pouco conhecido no Brasil.

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Aos 25 anos, Bremer conquistou a quarta e última vaga na defesa da seleção mesmo sendo convocado apenas uma vez antes da lista final. Ele ganhou uma disputa direta com atletas mais experimentados como Felipe (Atlético de Madrid) e Lucas Veríssimo (Benfica). O único jogo foi contra Gana, em 23 de setembro, quando entrou durante a partida na vaga de Thiago Silva. Segunda-feira, Tite reconheceu que a “primeira chance” demorou:

— O Bremer teve a condição porque a carreira dele e seu desempenho em alto nível no Torino e na Juventus o chancelaram. Talvez nós não tenhamos olhado para ele com a devida atenção já antes. Ele se mostrou, quando veio aqui, com uma segurança impressionante, de um atleta de alto nível — elogiou o treinador.

Bremer, que passou por São Paulo e Atlético-MG antes de ir para a Itália, é o quarto elemento de uma zaga que tem a dupla Marquinhos e Thiago Silva consolidada. A outra opção é Éder Militão (Real Madrid).

Seu grande ídolo é Lúcio e o nome é em homenagem a Andy Brehme, que marcou, de pênalti, o gol do título da Alemanha na Copa-1990 — ou seja, nome de predestinado, Bremer já tem.