Eleição: Malafaia protagoniza mais um episódio da 'guerra santa' em SP

Fernando Haddad é alvo de críticas do pastor Silas MalafaiaA eleição para prefeito de São Paulo viveu mais um dia de sua 'guerra santa' entre os candidatos. Após o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, crítico ferrenho do petista Fernando Haddad, declarar voto no tucano José Serra, foi a vez do ex-ministro da Educação rebater os ataques.

Malafaia desgosta de Haddad por causa do chamado "kit gay" que o petista tentou lançar quando ministro. "Povo de São Paulo! Gostaria de me omitir nesta eleição, mas não podemos deixar que Haddad, autor do kit gay, vá para o 2º turno. Vote em Serra!", escreveu em seu Twitter.

"Kit gay" foi o apelido prejorativo concedido por setores evangélicos da Igreja a um material idealizado pelo Ministério da Educação na gestão de Haddad para combater a homofobia nas escolas. Por pressão de setores evangélicos no Congresso e na sociedade civil, a presidenta Dilma Rousseff suspendeu o seu lançamento.

A suspensão ocorreu na época do escândalo de corrupção envolvendo o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci, que estava ameaçado de ser convocado para depor no Congresso sobre as denúncias de enriquencimento ilegal veiculadas pela imprensa. Para evitar que Palocci fosse convocado, Dilma fez concessões a congressistas, entre elas a suspensão do chamado "kit gay". 

Em resposta à declaração de Malafaia, Haddad disse que já esperava a reação da concorrência após o seu crescimento nas pesquisas de opinião de voto na semana passada. "Já esperava esse tipo de comportamento da parte dele. Nosso crescimento vai gerar uma inquietação muito grande nas hostes dos nossos adversários", afirmou o petista, após caminhada por São Mateus, zona leste da capital.

Para Haddad, Malafaia "está sentindo a mudança, esta sentindo que eu estou crescendo". O carioca Malafaia, que no Rio declarou voto no prefeito - e aliado petista - Eduardo Paes (PMDB), é conhecido por suas posições homofóbicas. Em 2011, o pastor chegou a dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) "rasgou" a Constituição ao reconhecer a união estável de casais homossexuais.

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