Eleição no Vasco: Campello afirma que não é mais candidato à reeleição

Bruno Marinho
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O Vasco tem menos um candidato à presidência do clube. Alexandre Campello, que tentava a reeleição, anunciou nesta terça-feira que não tenta mais a reeleição. O dirigente alegou que, para garantir a isenção do processo, não será mais candidato, mas se manteve contrário à realização de pleito com a empresa contratada por Faues Mussa, presidente da Assembleia Geral.

O dirigente direcionou seus ataques a Faues Mussa, que acusou de ter tumultuado todo o processo eleitoral do Vasco deste ano. Ele criticou a ligação do presidente da Assembleia Geral com a chapa "Sempre Vasco", de Julio Brant. Campello reclamou também da interferência de membros do Judiciário no processo eleitoral, que, segundo ele, estariam atuando a favor de Brant:

- A culpa disso tudo é do Mussa. Ele desde o início, fez questão de causar confusão. Ele vem pisoteando o estatuto, não cumprindo prazos, de maneira arrogante, autoritária.

Alexandre Campello disse que, enquanto candidato, foi prejudicado pela decisão de sexta-feira, que marcou a eleição para o sábado, uma vez que foi obrigado a organizar o clube para receber o pleito em 12h, enquanto que os outros candidatos tiveram tempo para mobilizar seus apoiadores.

A diretoria não descarta de ir à Justiça para tentar impedir que a eleição ocorra organizada pela empresa Eleja Online.

- É uma empresa que apenas ele (Mussa) e o grupo da "Sempre Vasco" conheciam e tiveram a oportunidade de assistir a uma apresentação, se isso aconteceu. Já o clube fez uma apresentação aqui nessa sala, com três empresas, que elas apresentariam sua proposta e a maneira como trabalham. Dentre essas três, duas foram apresentadas pelo Mussa. Houve um entendimento na reunião de que a melhor seria a Tafner, mas ele insiste com a Eleja Online, sem que ninguém tivesse tido acesso à forma como a empresa trabalha.

Campello frisou que vai respeitar as decisões judiciais - a que está valendo atualmente permite a Mussa a realização da votação dia 14, no formato online. A respeito de Luiz Roberto Leven Siano, que pediu para que Campello reconheça a vitória do candidato da "Somamos" e inicie o quanto antes o processo de transição, Campello disse que acredita que isso seja prematuro ainda:

- Primeiro, vi que ele teria dito que eu o procurei. Isso não é verdade, ele deu uma interpretação equivocada de uma mensagem que enviei para ele no sábado. Eu troquei algumas informações com ele, mantive um diálogo por Whatsapp. Mostrei para ele meu entendimento a respeito da eleição de sábado. Não existe uma decisão, não sabemos se ela valeu ou não. Existe uma decisão do ministro do STJ suspendendo a decisão anterior. Se a Justiça decidir que valeu o que aconteceu no sábado, vou fazer a transição no momento oportuno. Segundo o estatuto, meu mandanto vai até o final da primeira quinzena de janeiro. A gente, algumas semanas antes, vai passar todas as informações, vai receber a equipe do presidente eleito. Acho que até por uma questão de bom senso, que algumas decisões se discuta com o presidente eleito. O que eu mais quero é que o Vasco continue com a vida tranquila. Acima de tudo, nós todos aqui somos muito Vasco. Vamos fazer o melhor para o Vasco. Hoje, falar com jogador, trazer equipe para conversar com o elenco, me parece prematuro e até imaturo.