Eleição no Vasco: Julio Brant defende eleição do dia 14 e nega chance de abrir mão de candidatura para Salgado

Bruno Marinho
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Candidato à presidência do Vasco, Julio Brant concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira, em condomínio na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para defender a eleição convocada por Faues Mussa, presidente da Assembleia Geral do Vasco, para o dia 14, de forma online.

Cabeça de chapa da "Sempre Vasco", ele admitiu que existem conversas com Jorge Salgado, da "Mais Vasco", para uma possível união de olho nesse novo pleito, mas afirmou que não há chance de abrir mão de sua candidatura para apoiar o adversário.

- Nesse momento, não há chance de abrirmos mão. Não somos meninos de eleição, nós, da "Sempre Vasco". Temos um instituto que trabalha com a gente. São três eleições fazendo pesquisas. Temos uma metodologia. Em todas as pesquisas que fizemos, o quadro era muito claro, nós, da "Sempre Vasco", em primeiro, Salgado em segundo e Leven Siano em terceiro - afirmou.

- É claro que conversas fazem parte do processo político que temos. Sentamos, Salgado e eu, para conversarmos, para fazermos leituras políticas. Conversamos para a gente tentar organizar o processo eleitoral, para tentar alinhar a diretoria administrativa e a Assembleia Geral. Infelizmente, não conseguimos.

Julio Brant fez um retrospecto da eleição do último sábado, que teve como vencedor Luiz Roberto Leven Siano, da chapa "Somamos", e que foi suspensa por decisão do Superior Tribunal de Justiça. Ele admitiu que, durante a eleição, houve conversas, entre as bases da "Sempre Vasco" e "Mais Vasco", para que um dos dois lados abrisse na tentativa de evitar a vitória de Leven Siano. Entretanto, depois que veio a notificação da decisão do STJ e Faues Mussa determinou que a eleição estava suspensa, ele optou por ir embora.

Brant se defendeu das acusações de que estaria se recusando a reconhecer a derrota, afirmando que perdeu em 2014 e 2017 e respeitou os resultados. Sobre o formato da eleição, afirmou que é favorável ao modelo híbrido.

Renato Britto, advogado da "Sempre Vasco", defendeu a invalidade da votação de sábado depois que o STJ resolveu suspender a decisão do Tribunal de Justiça que determinada a eleição para o dia 7.

- Houve um descumprimento da decisão judicial no sábado, o correto era que as urnas fossem lacradas e a votação, encerrada. No meu entender, a eleição está completamente maculada. A votação continuou mesmo depois da decisão da Justiça. Somaram os votos. Não acredito que haja uma reversão da decisão do STJ.

Questionado sobre as acusações de que Faues Mussa não teria sido imparcial na condução da Assembleia Geral, por ter filhos e netos na chapa de Brant, o candidato da "Sempre Vasco" jogou a questão para Campello:

- O que me chama a atenção é o fato de que o Mussa foi eleito com o Campello e o presidente perdeu a interlocução com ele. Assim como perdeu a interlocução com o Monteiro (Roberto Monteiro, presidente do Conselho Deliberativo), com quem ele foi eleito. Mussa fez um bom trabalho na Assembleia Geral Extraordinária, tanto que ela foi respaldada pela Justiça. O que não contávamos era com o boicote da diretoria administrativa ao trabalho da Assembleia Geral, por isso que Mussa teve de ir à Justiça para garantir a realização da eleição.

Julio Brant aproveitou para comentar as declarações de Luiz Roberto Leven Siano, de que não irá concorrer à presidência caso uma nova eleição ocorra:

- Leven, vem para a eleição, vamos disputar os votos na eleição online. É a eleição que a Justiça determinou. Eu não participei da eleição de sábado? Então apareça também. Eu gostaria muito de disputar com você.