Eleições 2020: 68 'Bolsonaros' foram derrotados nas urnas

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Os candidatos que usaram o sobrenome do presidente Jair Bolsonaro não tiveram sucesso na eleição municipal deste ano. Apenas o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, conseguiu o cargo de vereador no Rio de Janeiro. Outros 68 candidatos que tentaram aproveitar a popularidade da família nas urnas, dois deles prefeitos, não foram eleitos. O levantamento foi feito pela "BBC News Brasil".

Entre os destaques está Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente e mãe de Carlos, o segundo mais votado do Rio. Ela teve pouco mais de 2 mil votos e não conseguiu uma cadeira na Câmara Municipal.

Alguns candidatos foram impedidos pela Justiça Eleitoral de usar o sobrenome da família, mas a ex-funcionária Walderice Santos da Conceição teve o aval para adicionar o nome conhecido ao seu nas runas. Ela recebeu o apoio do presidente nas eleições. Conhecida como Wal do Açaí, ficou conhecida ao ser flagrada pelo jornal "Folha de S. Paulo" trabalhando em sua loja de açaí em Angra dos Reis no horário de expediente. Wal Bolsonaro recebeu 300 votos no pleito do município.

Um primo distante do presidente também não teve sucesso nas urnas. Marcos Bolsonaro se candidatou para o cargo de prefeito de Jaboticabal, em São Paulo, e ficou em último lugar na disputa.

Alguns canditados usaram o nome do presidente apenas como um apelido. Houve derrotas em municípios de todas as cinco regiões do país.

Bolsonaro chancelou 13 candidatos a prefeito, somando capitais e cidades do interior. Neste grupo, apenas Mão Santa (DEM), candidato à reeleição em Parnaíba (PI), e Gustavo Nunes (PSL), em Ipatinga, se elegeram neste domingo — não há segundo turno nesses municípios, que têm menos de 200 mil eleitores.

Nas 25 capitais brasileiras, três nomes que se aproximaram à imagem do presidente na campanha avançaram ao segundo turno: Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio, Capitão Wagner (PROS), em Fortaleza, e Delegado Eguchi (Patriota), que não tinha seu apoio explícito.