Eleições 2022: TSE precisa de 300 mil urnas; novo edital prevê a compra de 176 mil

Melissa Duarte
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BRASÍLIA — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou nesta sexta-feira audiência pública para a compra de urnas eletrônicas para as próximas eleições. Ao todo, a Corte estima precisar de 300 mil unidades. O mais recente edital prevê a compra de até 176 mil urnas no modelo mais atualizado, com peças de reposição, garantia de 36 meses (que pode ser ampliada por mais 12, a pedido do TSE), fornecimento de módulos sobressalentes e de suprimentos, além de treinamento.

Os modelos devem ser fabricados e entregues em todas as capitais do país. Uma licitação já foi finalizada e a produção dos modelos começará nos próximos meses. Para as eleições municipais de 2020, houve atraso na licitação e na contratação dos modelos, que não foram entregues a tempo. Ao todo, 194 mil urnas são do modelo 2009 e já estão obsoletas.

Segundo o juiz auxiliar da presidência do TSE Sandro Nunes Vieira, cada urna deve ser trocada após a sexta eleição, o que ultrapassa dez anos de uso. Entre os motivos, estão a obsolescência do equipamento, a evolução da segurança e ao aumento das falhas.

— O Tribunal Superior Eleitoral tem dedicado muito esforço, inclusive no desenvolvimento de novas tecnologias a cada eleição para tornar o nosso processo eleitoral cada vez mais seguro. Isso passa, inclusive, pela utilização de novos equipamentos, de novos hardwares que permitam que a urna seja cada vez mais segura — afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem reiterado críticas à votação em urnas eletrônicas, considerada por especialistas o método mais seguro. Ele defende o voto impresso porque, na sua visão, ajudaria a coibir fraudes. Sem apresentar provas, já afirmou que o pleito que o elegeu teria sido fraudado e ele, eleito em primeiro turno.

Ao anunciar a audiência pública, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu o modelo atual, afirmando que as urnas eletrônicas "tem se revelado seguras ao longo dos anos".