Eleições 2022: veja os resultados das últimas pesquisas para governador

As últimas pesquisas eleitorais para o cargo de governador em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, três maiores colégios eleitorais do país, são unânimes em apontar quais são hoje os principais pré-candidatos nas disputas estaduais, ainda que os percentuais de intenção de voto variem. É o que mostra um levantamento do Pulso, que reuniu levantamentos feitos em maio, junho e julho por Datafolha, Quaest e Instituto Ideia.

Eleições 2022: veja os resultados das últimas pesquisas para presidente

As novas pesquisas da semana: RJ e BA têm sondagens Genial/Quaest

Os números apontam que as disputas estão mais polarizadas em Minas Gerais, onde Romeu Zema (Novo) e Alexandre Kalil (PSD) lideram, e no Rio de Janeiro, em que Marcelo Freixo (PSB) e o governador Cláudio Castro (PL) ocupam isolados as primeiras posições. Em São Paulo, três nomes aparecem à frente na corrida: Fernando Haddad (PT) lidera em todos os levantamentos, e é seguido por Rodrigo Garcia (PSDB) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), empatados dentro das margens de erro. Veja os números.

São Paulo

Considerando os cenários sem Márcio França (PSB), que decidiu deixar a disputa para apoiar Haddad, o ex-prefeito de São Paulo lidera a corrida pelo governo paulista com percentuais que variam entre 31% e 35% das intenções de voto, a depender do instituto. A pesquisa mais recente é a Genial/Quaest, feita entre 1º e 4 de julho, com 1.640 entrevistas presenciais. Sem França na disputa, Haddad tem 35% dos votos.

Em seguida aparecem o ex-ministro Tarcísio de Freitas, nome apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, com 14% das intenções de voto, e o atual governador Rodrigo Garcia, sucessor de João Doria, que tem 12%. Os dois estão tecnicamente empatados. A margem de erro é de 2,4 pontos porcentuais.

O Datafolha, por sua vez, mediu a disputa de São Paulo entre 28 a 30 de junho também com entrevistas presenciais. O levantamento mostra Haddad com 34% dos votos, também no cenário sem Márcio França. Rodrigo Garcia e Tarcísio de Freitas aparecem empatados no segundo lugar, com 13% cada um. Os recortes do Datafolha apontam que Haddad se descola do desempenho de Lula em segmentos-chave, como os menos escolarizados e os mais pobres, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) não consegue pegar carona no sucesso de Bolsonaro entre evangélicos e os mais ricos.

Já a pesquisa Exame/Ideia, feita de 3 a 8 de junho com 1.200 entrevistas por telefone, mostra Haddad com 31% dos votos, no cenário sem França. Tarcísio de Freitas, com 17%, e Rodrigo Garcia, com 14%, estão empatados no limite da margem de erro, que é de três pontos para mais ou menos.

Haddad é o pré-candidato com maior rejeição em São Paulo. Os percentuais, no entanto, variam a depender do levantamento. A pesquisa Quaest mostra que 49% dos eleitores não votariam no petista. O índice é de 18% para Garcia e de 15% para Freitas.

O Datafolha mostra rejeição de 35% para Haddad e de 16% para Garcia e Freitas. O mesmo índice de 35% é apontado pelo Ideia para o petista. Já Freitas tem 21% de eleitores que não votariam nele, contra 19% de Garcia.

Minas Gerais

Na disputa pelo governo mineiro, as últimas pesquisas mostram cenário polarizado entre o atual governador Romeu Zema e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil. O levantamento mais recente é a pesquisa Exame/Ideia, feita por telefone entre 1º a 6 de julho. Na pesquisa, Zema tem 46% dos votos, contra 25% de Kalil.

Os percentuais não variam nos demais institutos, considerando a margem de erro. No levantamento Genial/Quaest, feito entre 2 e 5 de julho com entrevistas presenciais, o atual governador tem 44%, enquanto Kalil soma 26%. O último Datafolha, feito também presencialmente entre 29 de junho a 1º de julho, mostra Zema com 48% e o ex-prefeito com 21%.

Tanto a pesquisa do Instituto Ideia quanto o Datafolha indicam que Kalil, nome apoiado no estado pelo ex-presidente Lula, divide o voto do eleitorado do petista com Zema. No Datafolha, Zema tem 38% dos votos dos eleitores que indicam votar em Lula na disputa presidencial, contra 31% de Kalil. Já a Exame/Ideia mostra Zema com 36% dos votos dos eleitores de Lula, contra 34% de Kalil.

Os levantamentos mostram resultados diferentes quando o assunto é rejeição. Se na pesquisa Quaest, a rejeição eleitoral de Zema e Kalil é a mesma, 28% do eleitorado, a Exame/Ideia mostra diferença de dez pontos percentuais: Kalil não receberia voto de jeito nenhum de 29% dos mineiros, contra 19% de Zema. No Datafolha, Kalil tem 27% de rejeição, enquanto Zema soma 22%.

Rio de Janeiro

As pesquisas para governo do Rio mostram o deputado federal Marcelo Freixo e o atual governador, Cláudio Castro, na liderança. O último levantamento divulgado é o do Datafolha, feito entre 29 de junho e 1º de julho presencialmente. O instituto mostra empate técnico entre os dois. Freixo aparece com 22% no cenário com Anthony Garotinho (União), enquanto Castro tem 21%. Sem o ex-governador, as posições se invertem: Castro tem 23% e Freixo, 22%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Um levantamento feito pelo Pulso com base nos dados do Datafolha mostra que Freixo tem dificuldades entre setores mais populares, nos quais Lula, que apoia sua pré-candidatura, é mais forte. Já Castro espelha alguns bons resultados e grande parte das dificuldades de Bolsonaro, seu padrinho político.

A última pesquisa Exame/Ideia no Rio, feita entre 10 e 15 de junho por telefone, também mostra empate na margem de erro, que é de três pontos. Castro aparece com 24% dos votos, contra 23% de Freixo. O instituto não incluiu o nome de Garotinho no levantamento. O cenário inclui, por sua vez, o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Sem Crivella, Castro vai a 29% dos votos, contra 25% de Freixo.

Já a Quaest vai divulgar um novo levantamento esta semana. Em maio, a pesquisa mostrou uma diferença de sete pontos entre os dois primeiros colocados. Castro aparecia com 25% dos votos, seguido por Freixo, com 18%. A pesquisa também não considerou o nome de Garotinho.

A Quaest testou ainda um cenário com associação direta dos dois a Lula e a Bolsonaro. Nesse caso, há um empate técnico: Freixo soma 40%, contra 37% de Castro.

No Datafolha, Freixo aparece à frente de Castro no quesito rejeição. Segundo a pesquisa, 29% não votariam de jeito nenhum no pré-candidato do PSB contra 19% de Castro. No levantamento do Ideia, o índice de Freixo vai a 37%, enquanto o de Castro soma 27%. Na pesquisa Quaest, por sua vez, 42% disseram que conhecem Freixo e não votariam nele. No caso do atual governador, esse percentual é de 33%.

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