Eleições argentinas deixam Congresso polarizado e lançam um ultraliberal

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O presidente argentino Alberto Fernández e sua vice Cristina Kirchner no ato de encerramento da campanha em Buenos Aires, em 11 de novembro de 2021 (AFP/Handout)
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, enfrentará um Congresso com forte paridade entre o partido no poder e a principal oposição, após as eleições legislativas de domingo, nas quais irrompeu no cenário político o libertário Javier Milei.

A coalizão governista Frente de Todos (peronismo de centro-esquerda) teve uma recuperação em vários distritos em comparação com o revés nas primárias de setembro, mas não foi o suficiente para manter uma maioria simples no Senado (37 de 72 senadores), ao perder seis dos 41 assentos que tinha.

No entanto, manteve-se como a primeira minoria em ambas as câmaras, desafiando as aspirações do Juntos, a coligação de centro-direita liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), que havia antecipado que reivindicaria a presidência na Câmara dos Deputados.

A contagem oficial não inclui os dados nacionais totais, já que a eleição é por distrito. A renovação de metade da Câmara abrangeu todo o país, enquanto as eleições para renovar um terço das 72 cadeiras do Senado ocorreram em oito províncias.

O governo terá 35 senadores e o Juntos, 31, enquanto os outros seis correspondem a diferentes forças provinciais com as quais o governo deve buscar alianças.

Segundo as projeções, em 10 de dezembro, data da posse do novo Congresso, a Câmara Baixa estará polarizada entre o bloco Frente de Todos, com 118 cadeiras, e o bloco Juntos, com 116 cadeiras.

O restante ficará dividido em grupos minoritários como o peronismo federal (seis deputados), os ultraliberais (cinco) e a esquerda classista (quatro), entre outros.

A novidade em Buenos Aires, a cidade mais rica do país, com 2,8 milhões de habitantes, foi o surgimento de Milei, ultraliberal de 51 anos que despontou como um líder iconoclasta do discurso antipolítico, que obteve 17% dos votos.

Junto a seu aliado, o economista José Luis Espert, que somou 7,5% na província de Buenos Aires, o Aliança Liberdade terá um bloco de cinco deputados.

Em Buenos Aires, o Juntos, que controla a capital desde 2007, voltou a prevalecer com ampla margem, de modo que a lista encabeçada pela ex-governadora María Eugenia Vidal obteve 47% dos votos contra 25,10% da Frente de Todos.

Na província de Buenos Aires, o Juntos sobressaiu com 39,81%. No entanto, os 38,53% do partido no poder foram como um triunfo, ao reduzirem de cinco para um ponto a diferença que a oposição havia feito nas primárias. Ambas as forças vão adicionar 15 deputados aos seus respectivos blocos.

A Frente de Esquerda fez sua melhor eleição histórica com 7,8% na capital, 6,8% na província de Buenos Aires e inéditos 25% em Jujuy.

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