Eleições dos EUA 2020: Sem provas, Trump acusa democratas de fraudar eleição e afirma ter vencido

·3 minuto de leitura
Donald Trump faz pronunciamento sobre a eleição em 5 de novembro
O presidente americano está atualmente em desvantagem na corrida eleitoral

Em um novo pronunciamento sobre a apuração da eleição, o presidente Donald Trump voltou a acusar os democratas de fraudarem a eleição sem apresentar provas, mentiu ao criticar a votação pelo correio e reafirmou ter vencido a disputa, embora o resultado ainda esteja em aberto.

"Se você contar os votos legais, eu ganho facilmente. Se você contar os votos ilegais, eles roubam a eleição de nós", afirmou Trump.

"Nosso objetivo é defender a integridade da eleição. Não deixaremos a corrupção roubar essa ou qualquer outra eleição ou silenciar nossos eleitores."

O presidente se refere aos votos pelo correio como "ilegais", mas isso não é verdade. Essa modalidade de votação é permita em lei nos Estados Unidos, e as regras sobre como e quando estes votos são contados variam entre os Estados.

Trump também não apresentou evidências de que há "corrupção e fraude tremendas nos votos pelo correio", como afirmou.

Trump está atualmente atrás de Biden na contagem de votos do Colégio Eleitoral, com 214 confirmados para o republicano até agora e 253 para Biden. São necessários 270 votos para vencer.

Vantagem em queda

Donald Trump e seu reflexo
Trump entrou na Justiça para interromper a contagem em alguns Estados

O presidente tem feito estas acusações após sua vantagem inicial na disputa em alguns Estados cair com contagem dos votos pelo correio.

"É incrível como os votos pelo correio são tão unilaterais", disse Trump.

Na maioria dos casos, esses votos são de fato majoritamente para o candidato democrata, Joe Biden.

Mas isso ocorre porque a campanha democrata incentivou ao longo de meses seus eleitores a votarem pelo correio, enquanto Trump desencorajou seuas apoiadores a fazerem isso e pediu que votassem presencialmente no dia da eleição.

Os votos pelo correio estão sendo contados por último em alguns Estados porque esse é o procedimento padrão nestes locais.

Denúncias infundadas

Trump também afirmou no pronunciamento que observadores de seu partido tiveram acesso negado a locais de votação em condados de Estados-chave — novamente, não há provas de que isso ocorreu.

Ele também disse que as pesquisas intencionalmente o mostraram em desvantagem em relação a Biden como uma forma de desincentivar os eleitores republicanos a votar. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.

"As pesquisas erraram, não teve a onda azul que previram. Foi falso. Houve uma grande onda vermelha", disse o presidente, acrescentando que isso representou uma "interferência na eleição".

Eleitor de Trump com camisa em que aparece o rosto do presidente
Houve protestos de eleitores de Trump nos últimos dias nos EUA

Trump afirmou que está "a caminho" de vencer no Arizona, um dos Estados que ainda não tiveram um resultado.

Os dados mais recentes, com 88% da apuração realizada, apontam Biden na liderança por uma margem de algumas dezenas de milhares de votos, entre os 2,9 milhões já contabilizados.

O presidente disse ainda que há uma grande "litigação" em torno da eleição, porque o processo foi "injusto".

A maioria das ações são movidas por sua campanha, que recorreu à Justiça para interromper a contagem dos votos por correio em alguns Estados.

De acordo com Trump, ele pode recorrer à Suprema Corte do país para questionar a legalidade da votação e tentar reverter resultados: "No fim das contas, os juízes terão de decidir."

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube? Inscreva-se no nosso canal!